31 de julho de 2025
negociação

Inquérito das fake news deve se estender até pelo menos primeiro semestre de 2027

Ministro Edson Fachin negocia conclusão da investigação com Alexandre de Moraes, mas tendência é que processo seja finalizado quando relator assumir presidência do tribunal no próximo ano

Por Redação
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Edson Fachin classificou o tema como "prioritário" e que interessa a todo o tribunal - Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O inquérito das fake news deve seguir em tramitação até pelo menos o final do primeiro semestre de 2027, a despeito da mobilização de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) para encerrá-lo ainda neste ano. A tendência é que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, analise a possibilidade de concluir a investigação quando estiver prestes a assumir a presidência da Corte em setembro do próximo ano. O calendário, ainda não oficializado, reflete o entendimento de que a condução do caso deve acompanhar o ritmo imposto pelo próprio relator.

O ministro Edson Fachin, atual presidente do STF, afirmou a jornalistas nesta terça-feira (31) que negocia o encerramento da investigação com Moraes e demais colegas do tribunal. Fachin disse que a conversa sobre o fim do inquérito "está na pauta" e ressaltou que a investigação foi importante para a "salvaguarda" da Corte e para a preservação da democracia, além de enaltecer o trabalho de Moraes à frente do caso. No entanto, o presidente do STF fez uma ponderação ao afirmar que "todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno", indicando que, embora considere a investigação necessária, há preocupações sobre sua duração e alcance.

Fachin classificou o tema como "prioritário" e que interessa a todo o tribunal. Ele lembrou que foi relator da ação discutida no plenário que validou o inquérito, mas disse que no julgamento ocorrido em 2020 já havia alertado sobre a necessidade de "dosagem" da medida. O inquérito foi aberto de ofício, sem provocação de órgãos de investigação, pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator sem a realização de sorteio, rompendo com o rito habitual da Corte.

Há uma interpretação jurídica de que o próprio presidente do STF poderia encerrar o inquérito, uma vez que ele foi aberto por Toffoli quando estava à frente do tribunal. Fachin, no entanto, descartou essa possibilidade e afirmou que acredita que a "via possível" é o próprio relator dar fim à investigação. Com isso, a conclusão do caso deve aguardar o momento avaliado por Moraes, que deverá definir o desfecho do inquérito já sob o comando da presidência da Corte, consolidando sua posição de protagonista na condução das investigações que marcaram os últimos anos no Supremo.

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