31 de julho de 2025

Polícia desmonta “fábrica” de drogas em fazendas no interior da Bahia

Operação Midas revela esquema interestadual com armas, tráfico e lavagem de dinheiro

Por Redação
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Operação conta com as polícias Federal, Militar, Civil e Penal. - Foto: Polícia Federal/Divulgação

Uma força-tarefa formada pelas polícias Federal, Militar, Civil e Penal deflagrou, nesta terça-feira (31), a Operação Midas para desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro no interior da Bahia.

A investigação teve início no município de Camacan e revelou uma rede criminosa com atuação em diversos estados do país.

Ao todo, foram expedidos 33 mandados judiciais, sendo 20 de busca e apreensão e 13 de prisão.

As ordens foram cumpridas em estados como Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe.

Segundo os investigadores, a organização atuava no envio de grandes carregamentos de armas e drogas do Rio de Janeiro para a Bahia. No sentido contrário, o grupo enviava dinheiro e drogas de maior valor no mercado ilegal, como haxixe e moonrock.

Um dos principais alvos da operação foi a descoberta de três fazendas utilizadas para o cultivo de maconha no município de João Dourado.

As plantações contavam com sistema de irrigação permanente, tecnologia avançada de cultivo e capacidade de até três colheitas por ano.

Em uma das propriedades, os agentes encontraram um laboratório equipado com máquinas importadas para o processamento da droga, voltado especialmente à produção de haxixe e moonrock.

Durante a ação, foram destruídos milhares de pés de maconha, com estimativa superior a 15 toneladas de entorpecentes.

As investigações também apontaram que o grupo utilizava uma rede de contas bancárias em nome de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico.

Outro ponto revelado é que parte da organização continuava sendo comandada de dentro do sistema prisional, com líderes dando ordens mesmo durante o cumprimento de pena.

A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

Segundo as autoridades, a atuação integrada foi essencial para atingir não apenas a produção de drogas, mas também a estrutura financeira e logística da organização criminosa.