Ala governista do PSD critica candidatura de Caiado e rejeita proposta de anistia
Lideranças do partido ligadas a Lula contestam discurso do governador e apontam falta de diálogo interno
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A ala governista do PSD reagiu com críticas ao lançamento da pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, especialmente após declarações sobre conceder anistia aos envolvidos nos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023.
O líder do partido no Senado, Otto Alencar, afirmou que a posição de Caiado vai na contramão do pensamento de parte significativa da legenda.
“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra anistia e atuei no Congresso contra isso”, declarou o senador.
Segundo Alencar, o PSD em estados como a Bahia segue alinhado ao projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que a maioria das lideranças locais não foi consultada sobre a candidatura de Caiado.
O senador também citou outros nomes do partido que demonstraram resistência, como Omar Aziz, reforçando que há uma divisão interna sobre o rumo político da sigla.
De acordo com ele, o cenário deve se repetir em diferentes estados, onde o PSD mantém alianças regionais com governadores e lideranças que apoiam Lula.
Outro ponto levantado por Alencar foi a forma como a candidatura foi construída. Para ele, faltou articulação prévia e diálogo com as bases do partido.
“Um candidato do partido precisa percorrer o Brasil, dialogar com os diretórios estaduais. A candidatura não pode ser uma surpresa”, afirmou.
Apesar das críticas, o senador indicou que não deve atuar para barrar a candidatura dentro da legenda, mas deixou claro que também não dará apoio.
O episódio evidencia um cenário de divisão interna no PSD, que reúne lideranças com diferentes posicionamentos ideológicos e alianças regionais distintas.