31 de julho de 2025
votação

CPMI do INSS: veja como votaram os parlamentares na sessão que rejeitou relatório final

Com 18 votos contra 12, colegiado rejeitou parecer oficial; texto alternativo de Paulo Pimenta (PT-RS) que pedia indiciamento de Bolsonaro e filhos não chegou a ser votado

Por Redação
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Votação foi marcada por movimentações políticas nos bastidores - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou os trabalhos na madrugada deste sábado (28/3) sem aprovação de um relatório final. Por 18 votos a 12, o colegiado rejeitou o parecer oficial após sete meses de apurações. A tentativa da base governista, que detinha a maioria na comissão, era fazer prevalecer um texto alternativo de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), com pedidos de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento, contudo, sequer foi levado à votação pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O relatório rejeitado foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) e pedia o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema bilionário de desvios em aposentadorias e pensões, esquema revelado pelo portal Metrópoles. Entre os nomes listados estão Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A rejeição do documento foi interpretada pelo presidente da comissão como uma forma de “blindagem” a determinados investigados.

Votatam sim ao relatório
Magno Malta (PL-ES)
Marcio Bittar (PL-AC)
Izalci Lucas (PL-DF)
Eduardo Girão (Novo-CE)
Rogério Marinho (PL-RN)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Coronel Fernanda (PL-MT)
Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
Marcel Van Hattem (Novo-RS)
Alfredo Gaspar (PL-AL)
Adriana Ventura (Novo-SP)

Votaram não ao relatório
Soraya Thronicke (Podemos-MS)
Randolfe Rodrigues (PT-AP)
Jaques Wagner (PT-BA)
Eliziane Gama (PSD-MA)
Humberto Costa (PT-PE)
Jussara Lima (PSD-GO)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Augusta Brito (PT-CE)
Teresa Leitão (PT-PE)
Meire Serafim (União-AC)
Átila Lira (PP-PI)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Rogério Correia (PT-MG)
Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
Alencar Santana (PT-SP)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Neto Carletto (Avante-BA)
Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)

O escândalo que motivou a criação da CPMI veio à tona em dezembro de 2023, a partir de uma série de reportagens do Metrópoles. As investigações do portal revelaram que a arrecadação de entidades com descontos em folhas de pagamento de aposentados havia saltado para R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações acumulavam processos por fraudes nas filiações de segurados. As apurações jornalísticas embasaram inquéritos da Polícia Federal (PF) e trabalhos da Controladoria-Geral da União (CGU), culminando na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, que resultou nas demissões do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.