Parlamentares acusam relator da CPMI do INSS de estupro e suborno; Gaspar nega e fala em ataque político
Denúncia foi encaminhada à Polícia Federal por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke; deputado alagoano afirma que caso citado envolve familiar e não tem relação com ele
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O relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi alvo de uma denúncia encaminhada à Polícia Federal nesta sexta-feira (27) pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Eles solicitam a apuração de supostos crimes de estupro e tentativa de suborno. O deputado nega as acusações e afirma que o caso citado não tem qualquer relação com ele.
A denúncia foi apresentada no mesmo dia em que Gaspar fazia a leitura do relatório final da comissão, que propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas. Segundo Lindbergh e Soraya, há “fortes indícios” relacionados a um episódio ocorrido há cerca de nove anos, em Alagoas, envolvendo uma adolescente de 13 anos. Apesar disso, os parlamentares afirmaram que cabe às autoridades competentes conduzir a investigação, evitando conclusões antecipadas.
A sessão foi marcada por tensão. Lindbergh chamou o relator de “estuprador”, enquanto Gaspar reagiu acusando o senador de “corrupto” e “ladrão”. Diante do embate, a reunião chegou a ser interrompida para que o deputado pudesse se pronunciar.
Em sua defesa, Gaspar afirmou que as acusações distorcem um episódio antigo envolvendo um primo — atualmente juiz em Alagoas — que, ainda adolescente, manteve um relacionamento que resultou no nascimento de uma filha. Segundo o parlamentar, o caso não teve conotação criminosa e estaria sendo explorado politicamente para atingi-lo.
O deputado também mencionou que a denúncia cita uma suposta tentativa de suborno para evitar a formalização do caso, com pagamentos que teriam sido feitos à família da jovem. Ele nega qualquer envolvimento.Gaspar afirmou ainda que entrou em contato com a família mencionada e apresentou um vídeo de uma mulher que se identifica como filha desse primo, reforçando que o episódio não tem relação com as acusações feitas.
A denúncia encaminhada à Polícia Federal será analisada pelas autoridades competentes.O episódio provocou reações no colegiado. A deputada Bia Kicis (PL-DF) saiu em defesa do relator e criticou Soraya Thronicke, o que gerou novo embate e pedidos para retirada de termos ofensivos dos registros oficiais da comissão. Gaspar também informou que apresentou representação no Conselho de Ética contra os parlamentares que o acusaram.
Em publicação nas redes sociais, o deputado classificou as acusações como “falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis” e afirmou que há uma tentativa de desviar o foco das investigações conduzidas pela CPMI do INSS.“
As acusações recentemente levantadas são falsas e fazem parte de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS”, escreveu.“
Trata-se da distorção de um fato antigo e familiar, sem qualquer ligação com as acusações absurdas que foram levantadas. A tentativa de criar essa narrativa é cruel e mentirosa.”O parlamentar declarou que adotará medidas judiciais e que seguirá atuando normalmente na comissão.