31 de julho de 2025
Economia

Dólar cai 1,27% e Bolsa sobe 3% mesmo com tensão no Oriente Médio

Com volatilidade e incertezas geopolíticas, o petróleo sobe enquanto o dólar registra sua maior queda semanal em meio a expectativas de suspensão parcial de confrontos

Por Redação
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Dólar - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro registrou ajustes importantes nesta semana. Mesmo diante do aumento das tensões no Oriente Médio, o dólar recuou 1,27% e a Bolsa de Valores fechou a semana em alta de 3%, sustentando ganhos após dois dias de perdas consecutivas. O petróleo, por outro lado, voltou a subir com força, refletindo a cautela de investidores diante da instabilidade geopolítica.

Corpo da notícia:
Nesta sexta-feira (27), o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,241, recuando R$ 0,014 (-0,28%), apesar do fortalecimento da moeda no exterior. Durante o dia, a divisa oscilou entre R$ 5,21 e R$ 5,27, em movimentos motivados por ajustes técnicos e entrada de recursos no país. No acumulado do mês, a moeda ainda apresenta valorização de 2,10% frente ao real, mas teve desempenho superior a outras divisas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano.

O alívio parcial no mercado veio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de adiar ações militares contra o Irã, sem, contudo, confirmar um cessar-fogo. A queda do dólar também ocorreu sem a intervenção do Banco Central nesta sexta-feira, que nos dias anteriores havia injetado US$ 2 bilhões por meio de leilões de linha.

No mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,64% nesta sexta, aos 181.557 pontos, acompanhando as perdas nas bolsas de Nova York. Ainda assim, a semana foi positiva, com alta acumulada de 3,03%, interrompendo uma sequência negativa. A valorização do setor de energia, especialmente ações de petroleiras, compensou perdas registradas em bancos e empresas de consumo.

O petróleo, por sua vez, avançou mais de 3% no dia, com o barril do tipo Brent fechando a US$ 105,32, refletindo temores de restrições na oferta, principalmente pelo impacto das tensões no Estreito de Ormuz. Apesar da alta diária, o Brent acumulou pequena queda de 0,58% na semana, em meio à volatilidade provocada por declarações contraditórias sobre um possível cessar-fogo.