TSE aprova federação entre União Brasil e PP para as eleições de 2026
União Progressista terá direito a cerca de R$ 900 milhões do fundo eleitoral e reúne a segunda maior bancada da Câmara, além de mais de 1,3 mil prefeitos em todo o país
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, na manhã desta quinta-feira (26), a criação da federação partidária União Progressista, formada por União Brasil e PP (Progressistas) . A aliança valerá já para as eleições de 2026 e consolida o grupo como a maior força política do pleito.
A relatora do pedido de registro da federação, ministra Estela Aranha, afirmou que as siglas atenderam a “todos os requisitos formais”. “O que se impõe a homologação do pedido formulado”, disse.
Os ministros da Corte Eleitoral determinaram, contudo, ajustes no estatuto da federação. União Brasil e PP terão de corrigir dois trechos que conflitam com decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF): um que pode permitir recondução infinita de dirigentes e o outro que pode abrir caminho para intervenção do comando nacional em direções locais sem ampla defesa.
O aval do TSE consolida a União Progressista como a maior força partidária das eleições de outubro. As siglas projetam que podem ter direito a cerca de R$ 900 milhões do fundo público para financiamento de campanhas — o chamado fundo eleitoral.
Pelas regras eleitorais, a federação partidária existirá por, no mínimo, quatro anos. A saída dos partidos antes desse período pode levar a punições.
As federações são um modelo de aliança que une duas ou mais siglas. As regras estabelecem que os partidos devem atuar como um só, com alinhamento obrigatório nas campanhas eleitorais: a federação deve definir conjuntamente as candidaturas.
O estatuto da federação estabelece que, neste ano, as candidaturas para presidente e vice-presidente serão decididas pela direção nacional do grupo. Eventual coligação com outra candidatura também terá de ser validada pelo comando nacional.
Pelo documento, entre 2026 e 2029, a presidência da federação será exercida por Antonio de Rueda, presidente do União Brasil. Ciro Nogueira, que comanda o PP, ficará com a vice-presidência do grupo.
“Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros”, afirmou Rueda.