31 de julho de 2025
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Ciúmes, controle e culpa: como identificar os sinais de abuso psicológico que parecem “normais”

Relato da atriz Vivi Wanderley sobre relacionamento com influenciador Juliano Floss acendeu alerta; especialistas apontam comportamentos que começam de forma sutil e podem evoluir para violência psicológica

Por Redação
Publicado em
Juliano Floss e Vivi Wanderley. - Foto: Reprodução/Instagram

O desabafo da atriz Vivi Wanderley, que relatou ter vivido um relacionamento abusivo com o influenciador Juliano Floss, acendeu um alerta sobre como os abusos psicológicos muitas vezes começam de forma sutil, disfarçados de “preocupação” ou “excesso de carinho”. Em suas redes sociais, Vivi contou que chegou a ser internada, ficou três dias inconsciente e foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático.

O caso, que ganhou repercussão na terça-feira (24), trouxe à tona a importância de identificar os primeiros sinais de um relacionamento abusivo — antes que a situação se agrave.

Abaixo, listamos cinco comportamentos que parecem “normais”, mas que podem ser indícios de abuso psicológico.

1. O ciúme que “prova o amor”

A frase “eu tenho ciúmes porque eu te amo” é um dos maiores alertas. O ciúme em excesso não é prova de amor, mas sim uma forma de controle. Se o parceiro tenta impedir você de ver amigas, usar certas roupas ou sair sem ele, isso não é cuidado — é uma tentativa de apagar sua liberdade.

2. Controle disfarçado de interesse

É natural que o parceiro se interesse pelo seu dia. Mas é tóxico quando ele exige saber onde você está, com quem está, e pede fotos para “provar” o que está fazendo.

controle digital — como pedir senhas de redes sociais ou monitorar curtidas — é uma invasão de privacidade e um dos primeiros sinais de alerta.

3. A tática da culpa (Gaslighting)

Você tenta conversar sobre algo que te machucou e, no fim da briga, você é quem pede desculpas? Isso tem nome: gaslighting. É uma manipulação psicológica em que a pessoa faz você duvidar da sua própria memória e dos seus sentimentos, fazendo você se sentir “louca” ou “exagerada”.

4. Afastamento de quem te ama

Repare se, desde que o namoro começou, você se afastou da sua família e das suas melhores amigas. O abusador costuma isolar a vítima para que ela não tenha ninguém por perto que possa abrir seus olhos. Se o seu parceiro vive falando mal das suas amigas ou criando conflitos com sua família, ligue o radar.

5. Chantagem emocional

Frases como “se você for nessa festa, eu vou ficar muito mal” usam a sua empatia contra você. O amor deve ser leve e apoiar o seu brilho, não fazer você se sentir responsável pela felicidade (ou tristeza) do outro o tempo todo.

Você não está sozinha

Identificar esses sinais dói, mas é o primeiro passo para se libertar. Casos como o de Vivi Wanderley mostram que ninguém está livre de passar por isso, mas que é possível sair e recomeçar.

Se você se identificou com esses pontos, converse com alguém de confiança ou procure ajuda especializada. O seu bem-estar vale muito mais do que qualquer “status” de relacionamento.

O amor de verdade traz paz, não ansiedade.

Onde buscar ajuda

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: funciona 24 horas, inclusive fins de semana e feriados;
  • Polícia Militar – 190: para situações de emergência;
  • Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas): oferecem atendimento psicológico e social;
  • Delegacias da Mulher: para registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas.