31 de julho de 2025
SAÚDE

Sindicatos denunciam contratações ilegais em hospitais estaduais de Alagoas

Entidades sindicais denunciam que cinco unidades foram inauguradas a partir de 2022 sem a realização de novo certame; Sesau não prestou informações solicitadas

Por Redação
Publicado em
Sesau volta a ser alvo de denúncia: dessa vez no Ministério Público. - Foto: Polícia Federal/Divulgação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) instaurou um procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades na contratação de profissionais da saúde na rede estadual. A decisão foi publicada na Portaria nº 05/2026, assinada pelo promotor de Justiça Coaracy José Oliveira da Fonseca, da 17ª Promotoria de Justiça da Capital – Fazenda Pública Estadual, no dia 24 de março de 2026.

A investigação teve origem em uma representação apresentada por oito entidades sindicais da área da saúde, que apontam a ausência de concurso público para suprir a demanda decorrente da ampliação da rede hospitalar no estado.

As entidades representativas — entre elas o Sindicato dos Enfermeiros (SINEAL), Sindicato dos Médicos (SINMED), Sindicato dos Assistentes Sociais (SASEAL) e outros — relatam que cinco hospitais estaduais foram inaugurados a partir de 2022 sem que houvesse a realização de um novo concurso público para o provimento de cargos efetivos na área da saúde. O último certame ocorreu em 2021.

Segundo a denúncia, a ausência de concurso pode ter levado à adoção de vínculos laborais precários, em possível desacordo com o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal, que exige a aprovação prévia em concurso público para a investidura em cargo ou emprego público.

Os sindicatos alertam que a contratação sem concurso pode resultar em fragilização dos vínculos de trabalho, práticas de assédio institucional, desigualdade de acesso aos cargos públicos e supressão de direitos trabalhistas assegurados aos profissionais da saúde.

O Ministério Público destacou que a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) não prestou as informações solicitadas até o momento, o que comprometeu a formação do convencimento ministerial e motivou a conversão da notícia de fato em procedimento preparatório. A medida permitirá o aprofundamento das diligências e o pleno esclarecimento dos fatos.

A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Estado de Alagoas desta quarta-feira (25).