31 de julho de 2025
contribuições reconhecidas

Cientistas brasileiros recebem prêmio internacional por avanços na pesquisa do Alzheimer

Pesquisas focam em diagnóstico precoce, prevenção e desenvolvimento de exames de sangue para identificar a doença antes do surgimento dos sintomas.

Por Redação
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Os pesquisadores destacam que o avanço da ciência internacional reconhece a excelência do trabalho realizado no Brasil. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Dois laboratórios brasileiros têm se destacado nas pesquisas sobre a doença de Alzheimer, com contribuições reconhecidas internacionalmente. Os pesquisadores Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), receberam prêmios por suas descobertas na área.

Lourenço foi agraciado com o ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, destinado a cientistas em meio de carreira com realizações notáveis. Brum recebeu o prêmio Next “One to Watch” da Alzheimer’s Association, reconhecendo jovens cientistas promissores.

A doença de Alzheimer é um dos maiores desafios da medicina moderna. Seus sintomas incluem perda de memória recente, dificuldades de raciocínio, comunicação e mobilidade, tornando os pacientes progressivamente dependentes. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas sejam afetadas, embora o número possa ser maior devido a subnotificações e dificuldades de diagnóstico.

Lourenço estuda Alzheimer desde a graduação em Biologia e coordena o Lourenço Lab, que busca compreender a vulnerabilidade do cérebro à doença, investigando proteínas como beta-amiloide e tau. O objetivo é identificar mecanismos que interrompam o acúmulo dessas proteínas e evitar danos cerebrais. Outra linha de pesquisa do laboratório foca no diagnóstico precoce, identificando marcadores biológicos no sangue que possam indicar o desenvolvimento da doença antes do aparecimento dos sintomas.

Brum, por sua vez, desenvolveu protocolos para implementação clínica de um exame de sangue capaz de detectar a presença da proteína p-tau217, um biomarcador importante do Alzheimer. O teste já é utilizado em laboratórios na Europa e nos Estados Unidos, e estudos estão em andamento no Brasil para viabilizar sua adoção no SUS, ampliando a confiabilidade do diagnóstico e permitindo intervenções mais precoces.

Os pesquisadores destacam que o avanço da ciência internacional reconhece a excelência do trabalho realizado no Brasil, mostrando a importância de continuar investindo em pesquisa para entender, prevenir e tratar a doença de Alzheimer em diferentes populações. Recursos do Faperj, Fundação Serrapilheira e Instituto Idor de Pesquisas têm apoiado essas iniciativas, contribuindo para que os exames e protocolos desenvolvidos possam beneficiar a população brasileira.