Trump sinaliza mudança na estratégia militar contra o Irã
Após descartar cessar-fogo, presidente afirma estar “muito perto de atingir objetivos” e sugere que aliados assumam monitoramento do Estreito de Ormuz
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (20) que pretende reduzir as ofensivas militares no Oriente Médio, apesar de ter descartado anteriormente a possibilidade de cessar-fogo. O republicano afirmou que está “muito perto de atingir seus objetivos” na guerra contra o Irã.
A mudança ocorre após entrevista em que Trump declarou: “Não se faz cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado”, reforçando inicialmente uma postura mais dura. Em seguida, em publicação na rede Truth Social, o presidente indicou uma redução gradual das operações militares, com metas de neutralizar mísseis iranianos, destruir a base industrial de defesa e impedir avanços no programa nuclear do país.
Trump também sugeriu reconfiguração da presença dos EUA em pontos estratégicos, como o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. Ele afirmou que outros países deveriam assumir a responsabilidade de monitorar a área e que os Estados Unidos ajudariam apenas se solicitado.
O conflito, já no 21º dia, envolve ataques diretos dos EUA e Israel contra lideranças iranianas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani. Em resposta, o Irã lançou ataques contra Israel e prometeu retaliação, aumentando o risco de escalada regional.
A guerra também gera impactos globais, como o aumento do preço do petróleo internacional após o fechamento do Estreito de Ormuz. Trump criticou aliados europeus da aliança militar, chamando-os de “covardes”. Já o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que não há prazo definido para o fim do conflito.