31 de julho de 2025
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Gato bebendo água demais? Pode ser doença renal; saiba o que observar

Aumento da sede é um dos primeiros sinais de problema nos rins, comum em felinos adultos e idosos; especialista orienta sobre prevenção e tratamento

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Divulgação

Se você notou que seu gato começou a beber mais água do que o normal, fique atento. Embora possa parecer um comportamento inofensivo, o aumento da sede é um dos primeiros sinais de que algo pode não estar bem com a saúde do felino. Em muitos casos, essa mudança está relacionada à doença renal crônica, uma condição progressiva e silenciosa que afeta principalmente gatos adultos e idosos.

A doença renal crônica em gatos não tem cura e costuma evoluir de forma lenta, muitas vezes sem apresentar sintomas claros no início. Por isso, a observação atenta do tutor e o diagnóstico precoce são fundamentais para garantir qualidade de vida ao animal. Durante o mês de março, campanhas de conscientização reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário regular para detectar alterações nos rins antes que a doença avance.

Os sintomas da doença renal podem passar despercebidos nas fases iniciais, mas alguns sinais merecem atenção especial. Além do aumento da sede, é comum observar aumento da quantidade de urina, perda de peso, diminuição do apetite, náuseas, vômitos, apatia e piora na qualidade da pelagem. Qualquer mudança na rotina ou no comportamento do gato deve ser investigada.

"Ao notar alterações na rotina ou no comportamento do gato, a recomendação é procurar avaliação veterinária o quanto antes", orienta a médica-veterinária Karin Botteon, gerente técnica de pets da Boehringer Ingelheim. Para confirmar o diagnóstico, o veterinário pode solicitar exames de sangue e urina, além de exames de imagem e medição da pressão arterial.

Um dos achados mais importantes nos exames de gatos com doença renal é a proteinúria, termo que indica a perda excessiva de proteínas pela urina. Esse sinal está diretamente associado ao dano renal e pode acelerar a progressão da doença quando não é controlado. "A proteinúria está associada à redução da expectativa de vida e ao avanço da doença renal crônica. Por isso, o controle desse marcador é fundamental no manejo da enfermidade", explica a veterinária.

Embora não haja cura para a doença renal crônica, existem tratamentos que ajudam a controlar sua evolução e preservar a função dos rins por mais tempo. Algumas terapias são voltadas especificamente para reduzir a proteinúria e retardar a progressão da doença, sempre com acompanhamento veterinário para ajustar o tratamento às necessidades individuais de cada animal.

A prevenção também desempenha um papel essencial na saúde renal dos gatos. Estimular a hidratação, oferecer alimentação adequada, realizar check-ups veterinários regulares e manter exames de rotina em dia são medidas simples que fazem toda a diferença, especialmente na fase adulta e na velhice. "Estimular a hidratação, manter acompanhamento veterinário e realizar exames periódicos são medidas importantes para detectar alterações mais cedo e preservar a qualidade de vida do gato", conclui Karin Botteon.