31 de julho de 2025
prisão

MC Urubuzinho é preso após comandar baile com tiros e menção a facção no Carnaval

Cantor carioca teve prisão preventiva decretada neste domingo (15)

Por Redação
Publicado em
MC Urubuzinho foi preso preventivamente - Foto: Reprodução

O funkeiro carioca MC Urubuzinho foi preso preventivamente na noite deste domingo (15) pela Polícia Civil de São Paulo. Ele é investigado no inquérito que apura os disparos de arma de fogo ocorridos durante um baile de Carnaval no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista. A prisão representa mais um avanço nas investigações sobre o evento, que reuniu pessoas armadas e fez apologia ao crime organizado.

Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram o cantor comandando o baile enquanto diversos indivíduos circulam armados pelo local. "Só quem é criminoso sabe essa", diz MC Urubuzinho no microfone antes de iniciar uma das músicas. Em determinado momento, o funkeiro pede uma "rajada" e homens ao seu redor efetuam disparos para o alto, sob a animação dos presentes.

A gravação também flagrou o artista fazendo referências diretas à disputa entre facções no Rio de Janeiro. Em um trecho, ele canta e pede para que "quem fecha com o Peixão" complete a frase. Peixão é o apelido de Álvaro Malaquias Santa Rosa, líder do Terceiro Comando Puro (TCP), facção carioca que tem firmado alianças com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em confrontos contra o Comando Vermelho (CV). Em seguida, o MC menciona a caçada ao "Urso", vulgo de Edgar Alves Andrade, apontado como chefe do CV e alvo da maior recompensa já oferecida pelo Disque Denúncia, no valor de R$ 100 mil.

O material foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Santos, responsável pelas investigações. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as diligências incluem análise de imagens, identificação dos participantes e cumprimento de medidas judiciais para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos nos disparos. O inquérito busca ainda avançar nas conexões entre o baile funk e integrantes do PCC, já que a festa teria ligação direta com membros da facção paulista.

Esta não é a primeira prisão relacionada ao caso. Em fevereiro, Renato Olímpio Paula, de 41 anos, conhecido como Oval, foi detido após uma perseguição policial na divisa entre Santos e São Vicente. Ele estava na casa da namorada, no Morro São Bento, quando foi abordado pelos agentes da 2ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Antes de ser preso, Oval destruiu o próprio celular, que foi apreendido e passará por perícia. De acordo com a investigação, Oval foi um dos acusados identificados no "Bloco do PCC", como ficou conhecido o evento realizado na manhã do dia 15 de fevereiro, durante o feriado de Carnaval. A expectativa das autoridades é que o aparelho contenha informações relevantes para aprofundar as apurações sobre o caso.