Moraes determina prisão de militares e policial federal condenados por trama golpista
Decisão ocorre após esgotamento dos recursos no STF; grupo planejou ações contra autoridades em 2022
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de seis militares das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, e de um agente da Polícia Federal condenados por participação em uma trama golpista investigada após as eleições de 2022.
Segundo a acusação, os condenados integravam o chamado Núcleo 3 da organização investigada e teriam planejado ações táticas que incluíam sequestrar e assassinar autoridades, entre elas o próprio ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ordem de prisão foi emitida após o encerramento do processo e o esgotamento das possibilidades de recurso. No mês passado, a Primeira Turma do STF rejeitou os últimos pedidos apresentados pelas defesas. Com a publicação do acórdão do julgamento nesta semana, Moraes determinou o início do cumprimento das penas.
Entre os condenados estão oficiais do Exército e um policial federal. As penas variam de 16 a 24 anos de prisão.
Confira as condenações:
- Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos de prisão;
- Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
- Wladimir Matos Soares, policial federal: 21 anos de prisão;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel: 17 anos de prisão;
- Bernardo Romão Correa Netto, coronel: 17 anos de prisão;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos de prisão.
A investigação faz parte do conjunto de processos que apuram a tentativa de ruptura institucional articulada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro após o resultado das eleições presidenciais de 2022.