Brasil, Colômbia e México defendem cessar-fogo e solução diplomática para conflito no Oriente Médio
Nota conjunta dos três países pede interrupção imediata das hostilidades e abertura de negociações para resolver o conflito
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Os governos do Brasil, Colômbia e México divulgaram, nesta sexta-feira (13), uma nota conjunta pedindo um cessar-fogo imediato no Oriente Médio e defendendo que as divergências entre os países envolvidos sejam resolvidas por meio da diplomacia.
No comunicado, os três governos afirmam que a interrupção das hostilidades é essencial para abrir espaço ao diálogo e à negociação. “Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz o texto.
Os países latino-americanos também reforçam a importância de que disputas entre Estados sejam resolvidas por meios pacíficos, de acordo com os princípios da diplomacia internacional.
Na nota, Brasil, Colômbia e México ainda manifestam disposição para contribuir com iniciativas de paz que ajudem a construir confiança entre as partes e avancem em direção a uma solução política e negociada para o conflito.
Contexto do conflito
A manifestação ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo Israel, Irã e os Estados Unidos. No fim de fevereiro, Israel anunciou um ataque contra o território iraniano, em meio às negociações internacionais sobre o programa nuclear do país.
Os Estados Unidos acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, enquanto o governo iraniano afirma que seu programa tem fins pacíficos e voltados à produção de energia.
As tensões entre os dois países se intensificaram após a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015, durante o governo de Barack Obama, decisão tomada ainda no primeiro mandato de Donald Trump.
Ao comentar os impactos da guerra na economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou os conflitos armados em andamento no mundo como uma “irresponsabilidade”, ao anunciar medidas para conter a alta do preço do diesel provocada pela instabilidade internacional.