31 de julho de 2025
TENSÃO INTERNACIONAL

Irã ameaça destruir instalações de petróleo ligadas aos EUA no Oriente Médio

Guarda Revolucionária afirma que qualquer ataque contra estruturas energéticas iranianas provocará retaliação “devastadora” na região

Por Redação
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Irã ameaça destruir instalações de petróleo ligadas aos EUA no Oriente Médio - Foto: Arte/Metrópoles

O Irã elevou o tom das ameaças no conflito no Oriente Médio e afirmou que poderá atacar instalações de petróleo e gás ligadas aos Estados Unidos e seus aliados na região. O alerta foi feito nesta quinta-feira (12) pelo porta-voz do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), Ebrahim Zolfaghari, que prometeu uma resposta “esmagadora” caso as estruturas energéticas iranianas sejam alvo de ataques.

Segundo o militar iraniano, qualquer ofensiva contra portos ou infraestruturas energéticas do país provocará retaliação direta contra instalações petrolíferas que tenham ligação com os Estados Unidos ou aliados ocidentais no Oriente Médio.

“O menor ataque às infraestruturas de energia e portos do Irã resultará em uma resposta esmagadora e devastadora de nossa parte”, afirmou Zolfaghari. Ele acrescentou que, em caso de agressão, instalações de petróleo e gás da região “serão incendiadas e destruídas”.

Escalada no conflito

Desde o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o governo iraniano tem realizado ataques contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares norte-americanas.

Além de alvos militares, algumas instalações petrolíferas também foram atingidas por mísseis e drones iranianos nos últimos dias, ampliando o clima de tensão na região.

A instabilidade levou vários países produtores do Golfo a reduzir ou suspender temporariamente a produção de petróleo, diante do risco de novos ataques.

Impacto no mercado global

A crise também afeta diretamente o mercado internacional de energia. O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, foi fechado em meio ao aumento das hostilidades.

Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pela região, o que provocou forte reação nos mercados.

Com a escalada da tensão, o preço do barril do petróleo tipo Brent disparou nos últimos dias e ultrapassou a marca de US$ 100, pressionando os custos de combustíveis em vários países.