PT adia decisão sobre apoio a João Campos ao Governo de Pernambuco e cenário político segue indefinido
Partido iria anunciar posicionamento no dia 28 de março, mas recuou diante de cenário político confuso
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O prefeito do Recife, João Campos, havia solicitado ao Partido dos Trabalhadores uma posição oficial sobre o apoio da sigla à sua possível candidatura ao Governo de Pernambuco antes do dia 4 de abril, prazo final da chamada janela partidária.
Nos bastidores, a avaliação era de que uma definição até essa data daria mais segurança política para que o prefeito renunciasse ao cargo e pudesse disputar as eleições de outubro. Inicialmente, a expectativa era de que o partido anunciasse a decisão no dia 28, mas a direção petista optou por adiar o posicionamento e ainda não definiu uma nova data.
Fontes da legenda afirmam que o cenário político continua em movimento, o que tem dificultado uma decisão imediata. Segundo integrantes do partido, a indefinição não se limita a Pernambuco, já que o quadro nacional também passa por reorganização com negociações para formação de chapas majoritárias em vários estados.
Antes de comunicar oficialmente o adiamento ao prefeito, o PT realizou consultas internas com lideranças e setores da militância. Apesar de parte do grupo defender uma definição mais rápida, prevaleceu o entendimento de que o momento exige cautela.
Nos últimos dias, novas movimentações políticas também aumentaram a instabilidade no cenário eleitoral. A possibilidade de o deputado federal Eduardo da Fonte disputar o Senado e do deputado estadual Antonio Coelho ser indicado para vice em uma eventual chapa liderada por João Campos gerou repercussão nos bastidores.
Setores do Progressistas demonstraram insatisfação com a possibilidade de apoio a um palanque ligado ao Partido Socialista Brasileiro e chegaram a cogitar deixar o partido. Parte desses parlamentares teria alinhamento político com a governadora Raquel Lyra.
O cenário também provocou reações dentro do União Brasil. O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, afirmou que mantém sua pré-candidatura ao Senado e rejeitou a possibilidade de seu irmão, Antonio Coelho, ocupar a vaga de vice em uma chapa liderada por João Campos.
Já o deputado federal Mendonça Filho defendeu que a federação partidária se manifeste oficialmente sobre o cenário político no estado. Segundo ele, o estatuto da aliança prevê que, em casos de divergência entre os partidos nos estados, a decisão final deve ser tomada pela direção nacional.
Com as articulações políticas em andamento e disputas internas ainda abertas, a definição sobre alianças e composições majoritárias segue indefinida, mantendo o cenário político de Pernambuco em clima de expectativa para os próximos passos rumo às eleições de 2026.