31 de julho de 2025
violência sexual

Polícia investiga estupro coletivo contra menino de 12 anos em banheiro de escola na zona norte de SP

Quatro adolescentes, com idades entre 11 e 15 anos, são suspeitos de cometer o crime; vítima teria sido ameaçada por um dos agressores para não denunciar

Por Redação
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Quatro adolescentes, com idades entre 11 e 15 anos, são suspeitos de cometer o crime; vítima teria sido ameaçada por um dos agressores para não denunciar - Foto: PC/SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de um suposto estupro coletivo contra um garoto de 12 anos dentro de uma escola estadual na região do Jaraguá, zona norte da capital paulista. Quatro adolescentes, com idades entre 11 e 15 anos e matriculados no 7º e 9º ano do ensino fundamental, são apontados como suspeitos de cometer o crime, ocorrido no fim de fevereiro, no banheiro da unidade de ensino.

O caso veio à tona após a mãe da vítima perceber mudanças no comportamento do filho ao voltar da escola. Ao questionar o irmão mais velho do garoto, ela descobriu que um colega havia retirado a vítima do banheiro após notar uma situação incomum entre os alunos que ocupavam o local. Em conversa com o irmão, o menino de 12 anos relatou o que teria ocorrido.

A família procurou a direção da escola para pedir providências. Durante uma reunião convocada com os responsáveis pelos suspeitos, um dos adolescentes apontados teria ameaçado a vítima, afirmando que poderia agredi-lo caso ele prosseguisse com a denúncia . A direção da escola acionou o Conselho Tutelar e registrou um boletim de ocorrência.

O caso foi inicialmente registrado no 46º Distrito Policial (DP), em Perus, e posteriormente encaminhado para o 74º DP, no Jaraguá, delegacia responsável pela área onde a escola está localizada . A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a vítima será ouvida no distrito policial juntamente com os responsáveis para esclarecer mais detalhes sobre o crime. "Detalhes serão preservados devido à natureza criminal e por envolver menor de idade", frisou a pasta.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado lamentou o ocorrido e afirmou que repudia "qualquer forma de violência e abuso, dentro ou fora das escolas". A pasta informou que a Unidade Regional de Ensino Norte 1 abrirá uma apuração para investigar a conduta da gestão escolar em relação aos fatos.

Equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, foram enviadas à instituição de ensino para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar . A Secretaria de Educação reforçou que "a URE e a escola estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários".