Polícia pede prisão de tenente-coronel suspeito pela morte de PM em São Paulo
Investigação aponta indícios de feminicídio após exumação do corpo da soldado Gisele Santana
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A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Neto, principal suspeito pela morte de sua esposa, a soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo Gisele Santana. O pedido foi protocolado após novos elementos surgirem durante a investigação.
De acordo com os investigadores, a solicitação ocorre após a exumação do corpo da policial, realizada na última sexta-feira, que trouxe indícios de possível feminicídio. Inicialmente, o caso havia sido tratado como suspeita de suicídio.
O crime ocorreu no apartamento onde o casal morava, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. No momento do disparo, a filha do casal, de sete anos, estava no imóvel.
Em depoimento, o tenente-coronel afirmou que estava no banho quando ouviu o disparo. No entanto, relatos de socorristas e análises periciais passaram a levantar dúvidas sobre essa versão.
A investigação ganhou novo rumo após o laudo da exumação apontar escoriações no pescoço da vítima. Segundo os peritos, as marcas seriam compatíveis com a pressão de dedos, indicando possível agressão antes do disparo.
Além das evidências físicas, a polícia também analisa áudios e depoimentos de familiares da soldado. Enquanto o oficial alegou que enfrentava um relacionamento conturbado e buscava a separação, parentes da vítima afirmam que era Gisele quem pretendia encerrar a relação, mas se sentia pressionada e temerosa.
Com base nos novos elementos, a polícia considera haver indícios consistentes de autoria do crime. A decisão sobre o pedido de prisão preventiva deve ser analisada pela Justiça paulista nos próximos dias.