31 de julho de 2025

Assassinato de produtor de abacaxi no TO foi encomendado por fazendeiro rival, diz polícia; pistoleiros morrem em confronto em AL

José Geraldo Oliveira Fonseca foi morto a tiros em pizzaria em setembro de 2024; mandante foi preso e intermediários capturados no TO e no RJ

Por Redação
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Fazendeiro foi morto a tiros por rival no Tocantins - Foto: Arquivo pessoal/Família de José Geraldo

A Polícia Civil do Tocantins realizou, na manhã desta terça-feira (10), uma operação para cumprir mandados de prisão contra os envolvidos no assassinato do empresário José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, conhecido como “Geraldo do Abacaxi”. Segundo as investigações, o crime foi encomendado por um fazendeiro rival, que atuava no mesmo ramo de produção de abacaxis e era concorrente direto da vítima.

O crime ocorreu no dia 7 de setembro de 2024, em uma pizzaria no centro de Miranorte, na região central do estado. Dois homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos contra o produtor rural, que morreu no local. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

"A investigação ainda está evoluindo. Agora com as prisões temporárias pelo prazo de 30 dias, vai ser aprofundada a motivação, mas o que já foi levantado é que eram empresários rivais no âmbito da produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais entre ambos", explicou o delegado Afonso Lira.

Como funcionou o esquema

De acordo com a polícia, além da rivalidade comercial, o mandante possuía problemas pessoais com José Geraldo, o que o levou a planejar o homicídio. A operação cumpriu mandados contra mandante, intermediários e executores:

  • Mandante: preso em Miranorte (TO).
  • Intermediários: três homens responsáveis por contratar os pistoleiros — dois capturados em Miranorte e um no Rio de Janeiro.
  • Executores: dois pistoleiros foram localizados em Maceió (AL). Durante a tentativa de prisão, eles reagiram, entraram em confronto com as equipes policiais e morreram. Nenhum policial ficou ferido.

O delegado Heliomar dos Santos Silva, responsável pela investigação, revelou que o crime foi meticulosamente planejado. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte do empresário foi realizado de forma fracionada, por meio de diversos depósitos nas contas dos executores.

A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais de um dos executores, e ao apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal.

Durante a operação também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. As investigações prosseguem para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos na dinâmica do crime.

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