31 de julho de 2025
guerra no oriente médio

Chefe do Conselho de Segurança do Irã ameaça Trump: "Cuidado para não ser eliminado"

Ali Larijani respondeu a declarações do presidente norte-americano, que prometeu ataques "20 vezes mais fortes" se Teerã continuar bloqueando Estreito de Ormuz

Por Redação
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Ali Larijani respondeu a declarações do presidente norte-americano, que prometeu ataques "20 vezes mais fortes" se Teerã continuar bloqueando Estreito de Ormuz - Foto: Reprodução/Reuters

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e afirmou que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".

"O povo de Ashura (referência a muçulmanos xiitas, maioria no Irã), no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aiatolá Ali Khamenei, morto no início do conflito.

O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu na segunda-feira (9) de atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz e, com isso, crie uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo.

A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira, apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana – braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo – respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar.

Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã. "Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos", declarou.

Enquanto isso, os combates continuam em várias frentes. Na madrugada desta terça, novas explosões foram ouvidas em Teerã e em outras cidades iranianas, com Israel realizando a 15ª onda de ataques aéreos contra instalações militares e nucleares do país . O balanço de vítimas no Irã já ultrapassa 1,5 mil mortos, segundo a Fundação de Mártires e Assuntos de Veteranos, enquanto em Israel 23 pessoas morreram em decorrência dos ataques.

O Líbano também segue como palco do conflito, com o Hezbollah lançando foguetes contra o norte de Israel e as Forças de Defesa Israelenses realizando incursões terrestres no sul do país libanês. Mais de 90 libaneses morreram nos confrontos, e o número de deslocados já passa de 100 mil.

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