31 de julho de 2025
POLÍTICA

PSOL apoiará Lula, mas não formará federação com o PT

Parcela da sigla defendia uma aliança formal com os petistas

Por Patrícia Fahlbusch
Publicado em
Proposta foi defendida pela corrente Revolução Solidária, ala ligada ao ministro Guilherme Boulos - Foto: Valter Campanato - Agência Brasil

O PSOL acabou rejeitando a proposta de formar federação partidária com o PT para o pleito de outubro. Uma parcela da sigla defendia uma aliança formal com os petistas. A decisão foi acompanhada da aprovação de uma resolução que confirmou o apoio do PSOL à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme o documento, o objetivo é fortalecer a unidade das forças de esquerda para enfrentar a extrema direita no país. A legenda ainda aprovou a renovação da federação que mantém, desde 2022, com a Rede Sustentabilidade, garantindo a continuidade da aliança entre as duas legendas pelos próximos quatro anos.

A possível federação com o PT vinha dividindo o PSOL. A proposta foi apresentada pelas petistas, e defendida pela corrente Revolução Solidária, ala ligada ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Para ele, a união dos dois partidos era uma estratégia para fortalecer a esquerda nas eleições de outubro. O grupo de Boulos criticou a decisão do Diretório Nacional, e classificou a medida como “um erro político grave”. A corrente Revolução Solidária pontuou que a rejeição à federação “não fortalece o PSOL”, e pode limitar sua atuação na disputa política nacional. O grupo ainda criticou o processo interno que levou à decisão, além de adiantar que irá se reunir com parlamentares e militância para avaliar o novo cenário.

Do outro lado, os setores contrários à federação defendem que o PSOL mantenha autonomia política e preserve a possibilidade de lançar candidaturas próprias em disputas estaduais. Para esses grupos, a federação obrigaria o partido a seguir decisões nacionais conjuntas com o PT.

As federações implicam que os partidos associados mantenham a aliança no território nacional, em todas as disputas majoritárias, bem como o compartilhamento programático nas eleições, além de garantir a soma de votos dos candidatos, evitando que os partidos sejam punidos pela cláusula de barreira, que tira recurso do Fundo Partidário das siglas com menos de 11 eleitos em pelo menos nove estados.