Israel intensifica ofensiva e amplia bombardeios no Irã e Líbano
Ataques atingem Teerã e subúrbios de Beirute; Estados Unidos reforçam pressão sobre o regime iraniano
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No sétimo dia da guerra no Oriente Médio, Israel lançou ataques em larga escala contra o Irã e intensificou bombardeios no Líbano, atingindo subúrbios de Beirute controlados pelo Hezbollah, aliado do Irã. Segundo as Forças Armadas de Israel (IDF), cerca de 50 caças lançaram aproximadamente 100 bombas sobre um complexo estratégico em Teerã, incluindo um bunker subterrâneo utilizado por altos funcionários iranianos após a morte do líder supremo Ali Khamenei.
No Irã, cidades como Shiraz, Qom, Isfahan e Kermanshah sofreram ataques com mísseis, deixando dezenas de mortos e feridos. O Crescente Vermelho iraniano informou que o total de vítimas fatais desde o início do conflito já ultrapassa 1.330.
No Líbano, Israel realizou 26 ondas de bombardeios, atingindo centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah. Até agora, 70 militantes do grupo foram mortos, mais de 500 alvos foram atingidos e cerca de 95 mil pessoas foram deslocadas devido aos ataques.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou que não fará acordo com o Irã sem a “rendição incondicional” do país e a escolha de um novo líder aceitável. Autoridades militares americanas anunciaram intensificação de bombardeios e maior presença de caças na região.
O conflito também gera tensão em outros países do Golfo. Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Kuwait interceptaram mísseis e drones iranianos, incluindo ataques à maior base aérea americana na região, em Al Udeid, no Catar, sem registro de vítimas.
Com a escalada, Israel ainda não prevê uma data de término para a ofensiva contra o Hezbollah, e o Irã sinaliza estar preparado para uma guerra prolongada, aumentando a preocupação com os impactos regionais e globais do conflito.