Funcionária encontra microcâmera escondida em banheiro de empresa no Sul de SC
Mulher percebeu luz intermitente saindo de tomada e descobriu equipamento instalado no banheiro dos funcionários
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Uma funcionária de uma empresa localizada em Içara, no Sul de Santa Catarina, viveu momentos de tensão ao localizar uma microcâmera escondida no banheiro reservado aos trabalhadores do local. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar no final da tarde de quarta-feira (4), por volta das 18h, e teve início quando a mulher percebeu uma luz intermitente saindo de uma tomada no ambiente.
Em relato aos policiais, a funcionária afirmou que começou a trabalhar no setor de vendas da empresa há poucos dias. Ao estranhar a luz incomum vinda da tomada, decidiu verificar mais de perto e acabou encontrando o dispositivo instalado de forma oculta no banheiro destinado aos funcionários. Uma colega de trabalho que estava no local confirmou a situação e acompanhou a descoberta.
Durante a averiguação, os policiais constataram a instalação do equipamento e identificaram que a microcâmera possuía um chip para armazenamento das imagens capturadas, o que indica que o dispositivo era funcional e poderia estar registrando cenas do banheiro. A descoberta gerou grande repercussão entre os trabalhadores e acendeu alerta sobre a violação de privacidade no ambiente corporativo.
O responsável pela empresa esteve no local durante o atendimento da ocorrência e destacou não ter conhecimento nem envolvimento com a situação. Ele alegou que o caso estaria causando transtornos no ambiente de trabalho e se colocou à disposição para colaborar com as investigações. Apesar da negativa, a Polícia Militar deu prosseguimento aos procedimentos legais.
Diante da materialidade do fato e dos depoimentos colhidos, a Polícia Militar confeccionou um termo circunstanciado por registro não autorizado da intimidade sexual e perturbação do trabalho ou sossego alheio. Foram apreendidos três celulares, um computador, um notebook e a própria microcâmera instalada na tomada. Os equipamentos foram encaminhados para a sede do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para os procedimentos cabíveis e perícia técnica.
As partes envolvidas foram liberadas no local e o caso seguirá para análise da Justiça por meio do Juizado Especial Criminal. A investigação deverá apurar a origem do dispositivo, quem o instalou e se há outras vítimas ou ambientes monitorados sem autorização na empresa.