Crise no Flamengo: Edu Gaspar surge como favorito para assumir o futebol no lugar de José Boto
Dirigente ligado ao Nottingham Forest agrada ao presidente Bap enquanto pressão aumenta sobre atual diretor no Ninho do Urubu
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O Flamengo vive mais um capítulo de instabilidade nos bastidores. Segundo informações divulgadas pela ESPN, o diretor de futebol José Boto está cada vez mais pressionado no cargo, enquanto a diretoria rubro-negra já analisa nomes no mercado para assumir o comando da pasta.
Entre as opções avaliadas, um nome ganha força nos bastidores e conta com o aval do presidente Luiz Eduardo Baptista: Edu Gaspar.
O ex-volante da Seleção Brasileira e ex-dirigente do Arsenal foi sugerido por aliados do mandatário e agradou à cúpula rubro-negra. A situação ainda é tratada como embrionária, mas já existem movimentos para entender a disposição de Edu em retornar ao futebol brasileiro.
Atualmente no Nottingham Forest, o dirigente não deve permanecer no clube inglês após o fim da temporada europeia. Caso demonstre interesse em voltar ao país, o Flamengo pretende avançar nas conversas para uma possível contratação imediata.
Flamengo busca novo modelo de gestão
De forma silenciosa, o presidente Bap passou as últimas semanas consultando nomes no mercado, repetindo o método utilizado recentemente na negociação com Leonardo Jardim, contratado para substituir Filipe Luís no comando técnico.
A diretoria avalia dois perfis possíveis para reorganizar o departamento de futebol:
- um diretor com perfil mais “boleiro”, próximo ao elenco;
- ou um executivo mais corporativo, que trabalhe ao lado de um supervisor com forte presença no vestiário.
Internamente, existe o diagnóstico de que a comunicação entre direção e jogadores praticamente não existe no momento, fator que tem ampliado o desgaste dentro do clube.
A saída de José Boto ainda não foi oficializada porque o Flamengo não quer deixar um vazio de comando no CT, principalmente em meio à crise recente e à chegada de um novo treinador.
Boto tenta manter estabilidade
Ciente da pressão crescente, José Boto tem adotado postura de composição com o presidente. Durante a apresentação de Leonardo Jardim, o dirigente português chegou a assumir publicamente a responsabilidade pela demissão de Filipe Luís.
“Quando me convidaram para o Flamengo, o presidente me deu atribuições. Uma delas era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Eu fiz, apresentei a solução e o presidente aceitou”, afirmou.
Apesar da tentativa de amenizar o cenário, o desgaste nos bastidores continua.
Críticas internas e desgaste no Ninho
Nos bastidores do Ninho do Urubu, Boto acumula críticas de funcionários e integrantes do elenco. Entre os principais pontos apontados estão:
- vaidade excessiva
- pouca comunicação com jogadores
- postura considerada rígida e distante no dia a dia
Funcionários também relatam situações incomuns, como a exigência de que membros do clube realizem serviços de organização em sua residência na Barra da Tijuca a cada duas semanas.
A relação com o elenco também esfriou após uma reunião realizada no CT logo depois da saída de Filipe Luís, quando o dirigente ressaltou o papel dos jogadores na crise que levou à demissão do treinador.
Outro episódio que gerou comentários ocorreu após a derrota para o Corinthians na Supercopa do Brasil, em Brasília. Enquanto jogadores e comissão estavam no gramado, Boto permaneceu no túnel de acesso ao campo fumando, demorando a aparecer diante do grupo.
Segundo relatos internos, um líder do elenco chegou a comentar nos bastidores:
“Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”
A situação mantém o ambiente em alerta na Gávea, enquanto o Flamengo avalia se Edu Gaspar será o nome para liderar uma nova fase no futebol do clube.