“Alcolumbre é um deles”: Valdemar detalha proposta para barrar CPMI do Banco Master; saiba qual foi
Presidente do PL afirma que partido rejeitou condição e aponta Alcolumbre como um dos articuladores da negociação
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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, revelou que recebeu uma proposta para viabilizar a votação da dosimetria de penas no Senado sob a condição de que não fosse instalada a CPMI do Banco Master. A revelação foi feita no último domingo (1º), durante participação no programa Canal Livre, da BandNews, e acirrou ainda mais os ânimos no Congresso em torno da investigação que já tem assinaturas suficientes para ser criada.
"Eu tive uma proposta essa semana, mas eu não tenho como fazer. Eu falei com o Rogério Marinho: eles querem votar a dosimetria desde que não façam a CPI do Banco Master no Senado", declarou Valdemar. Quando questionado sobre quem teria feito a proposta, o dirigente partidário não hesitou: "O Alcolumbre é um deles", afirmou, referindo-se ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
Partido rejeita acordo e defende investigação
Apesar da negociação nos bastidores, Valdemar garantiu que o PL recusou a condição imposta e mantém o apoio à instalação da comissão parlamentar mista de inquérito. O dirigente defendeu que a investigação pode atingir setores que jamais se imaginava, justificando a necessidade de apuração aprofundada.
"Eu vejo o seguinte: a CPI do Banco Master, que tem que ser aberta, vai parar o Brasil. Você vai ver gente envolvida que você nunca imaginava. Sou a favor da CPI do Banco Master. Sou, todo o nosso pessoal assinou", afirmou Valdemar, referindo-se às 238 assinaturas de deputados e 42 de senadores que já protocolam o requerimento da CPMI.
Resistência e articulação contrária
O presidente do PL observou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já indicou que a comissão precisa "entrar na fila" dos pedidos de investigação da Casa. Valdemar defendeu que o colegiado seja misto, reunindo deputados e senadores, mas reconheceu que há resistência para que a apuração ocorra.
Ao ser questionado diretamente se o senador Davi Alcolumbre não quer a CPI do Master, Valdemar respondeu de forma enfática: "Lógico que não. Lógico que não. Por quê? Porque atinge. Atinge meio mundo". A declaração reforça a percepção de que o caso Banco Master teria desdobramentos políticos amplos, envolvendo figuras de diferentes esferas de poder.
A oposição já havia sinalizado nos últimos dias que não aceitaria qualquer tipo de acordo condicionando a pauta da dosimetria ao arquivamento da CPMI. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a declarar que o partido "já pagou essa conta" a Alcolumbre em negociações anteriores e não aceitaria novo acordo. A sessão do Congresso para análise de vetos, incluindo o projeto da dosimetria que beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro, segue sem data marcada, assim como a leitura do requerimento da CPMI do Banco Master.