Marília Arraes anuncia filiação ao PDT e reforça candidatura ao Senado em 2026
Ex-deputada federal deixa Solidariedade após negativa da federação e se antecipa à definição da chapa lulista
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A ex-deputada federal Marília Arraes vai oficializar sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) no próximo dia 12 de março, após comunicar à presidência nacional do Solidariedade que deixará a legenda para disputar o Senado em Pernambuco. A decisão ocorre depois da negativa da federação Solidariedade/Partido Renovação Democrática (PRD) ao seu projeto eleitoral.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Marília afirmou que a candidatura “não tem volta”. Ao comentar o cenário, fez referência aos levantamentos mais recentes do Datafolha e do Datatrends, destacando que mais de 40% do eleitorado deseja vê-la no Senado. “Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população que quer que a gente esteja no Senado”, declarou.
A movimentação acontece em meio à disputa interna no campo da esquerda pela formação da chapa que contará com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco. Nas redes sociais, a ex-deputada reforçou alinhamento político com Lula e também declarou apoio ao prefeito do Recife, João Campos, pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
A definição da segunda vaga ao Senado na chapa lulista segue indefinida. O único nome consolidado dentro do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) é o do senador Humberto Costa, que buscará a reeleição. A outra vaga está em negociação e envolve o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de lideranças como Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, que recentemente declarou apoio do Progressistas (PP) à reeleição da governadora Raquel Lyra, atualmente no Partido Social Democrático (PSD).
Aliados da ex-deputada avaliam que sua liderança nas pesquisas torna “insustentável” uma chapa apoiada por Lula sem sua presença. O impasse também envolve o PSB, aliado de primeira hora do presidente em 2022, que defende apoio exclusivo de Lula à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco.
Nos bastidores, não está descartada a possibilidade de palanque duplo no estado. Raquel Lyra, que recentemente deixou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para se filiar ao PSD, também busca estreitar relações com o presidente. O PSD, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, integra a base do governo federal, mas mantém articulações próprias no cenário nacional.
Com a filiação ao PDT marcada, Marília Arraes dá um passo decisivo para consolidar sua candidatura e reposicionar seu espaço no tabuleiro político pernambucano, ampliando a pressão sobre o campo lulista para a definição da chapa ao Senado em 2026.