América Latina se divide diante de ataque dos EUA e Israel ao Irã
Países da região adotam posturas divergentes entre críticas, alertas e apoio à ação militar
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Os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel ao Irã no último sábado (28), e a resposta iraniana com mísseis, provocaram reações diferentes entre governos da América Latina. Enquanto algumas nações condenaram a ofensiva e pediram proteção aos civis, outras comemoraram os resultados ou reforçaram alianças estratégicas.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum apelou pela segurança da população civil e destacou a necessidade de soluções pacíficas para o conflito, afirmando que “não é sobre regimes, mas sobre pessoas inocentes que sofrem”.
Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel classificou o ataque como “ato desprezível”, destacando que viola normas internacionais e direitos humanos. Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro criticou os bombardeios a uma escola feminina e pediu o fim da aliança dos EUA com Israel, defendendo ainda a retomada do diálogo com o Irã para buscar estabilidade no Oriente Médio.
Por outro lado, o governo de Javier Milei, na Argentina, elogiou a ação militar, ressaltando a morte de líderes iranianos e associando o ataque a medidas contra a opressão do regime, citando também o histórico atentado à AMIA.
O Paraguai não condenou diretamente os ataques norte-americanos, mas apoiou Israel diante da ofensiva iraniana contra países do Golfo e reafirmou o compromisso com esforços multilaterais para combater o terrorismo.
A Venezuela, aliada do Irã, emitiu comunicado inicial de reprovação à via militar, mas depois retirou a nota de suas redes sociais oficiais.
As reações revelam a divisão ideológica e diplomática da América Latina, entre críticas ao uso da força, preocupação com civis e alinhamentos estratégicos, diante da escalada do conflito no Oriente Médio.