Espólio de Michael Jackson enfrenta ação federal por tráfico sexual infantil
Irmãos Cascio acusam cantor de abuso na infância e contestam acordo firmado com representantes do patrimônio
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O espólio de Michael Jackson passou a ser alvo de uma ação judicial por tráfico sexual infantil apresentada por quatro irmãos que afirmam ter sido abusados pelo artista quando eram menores de idade.
A queixa foi protocolada na sexta-feira (27) em um tribunal federal de Los Angeles. Os autores do processo — Frank, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio — sustentam que, durante anos, receberam drogas e álcool, foram expostos à pornografia e sofreram abusos individuais.
A nova ação ocorre cerca de um mês após os irmãos comparecerem a um tribunal em Beverly Hills, onde questionaram um acordo financeiro firmado anteriormente com o espólio do cantor. Segundo eles, o entendimento representava “um acordo ilegal para silenciar vítimas de abuso sexual na infância”.
Representantes do espólio solicitaram que o caso fosse encaminhado à arbitragem. A juíza responsável adiou a decisão e agendou nova audiência para quinta-feira (5).
O processo, com 23 páginas e obtido pela Rolling Stone nos Estados Unidos, afirma: “Michael Jackson era um predador serial de crianças que, ao longo de mais de uma década, drogou, estuprou e agrediu sexualmente cada um dos autores, começando quando alguns tinham apenas sete ou oito anos”.
A petição também sustenta que os episódios teriam ocorrido em diferentes locais ao redor do mundo, inclusive durante períodos em que o cantor e seus filhos se hospedavam na residência da família Cascio.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito das acusações.