Tumulto na CPMI foi motivado por fraude na contagem de votos, acusa líder do governo
Jaques Wagner, da Bahia, não poupou críticas a Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), usou sua conta oficial no X (ex-Twitter) para informar que, após o tumulto ocorrido durante a sessão da CPMI do INSS desta quinta-feira, 26, a bancada governista protocolou, junto a Mesa Diretora do Congresso Nacional, petição solicitando a anulação da votação que levou à quebra de sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Wagner disse que a confusão foi motivada por “uma fraude relacionada à contagem de votos arbitrária por parte do presidente do colegiado [senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais]”.
“Repito: o que presenciamos foi uma fraude e um atentado contra a democracia. A sociedade brasileira, independentemente de divergências ideológicas ou disputas políticas inerentes a uma democracia plural, espera de seus representantes comportamento digno, respeitoso, transparente e comprometido com a moralidade pública e com a preservação das instituições”, escreveu o senador.
Além da anulação da votação, integrantes da CPMI pedem a análise do caso pela Comissão de Ética do Senado. No total, 14 parlamentares assinam o documento que inclui fotos que foram apresentadas como supostas comprovações de irregularidades na sessão tumultuada que aprovou 87 requerimentos. Na argumentação de parlamentares que assinam o documento, foram incluídas cinco imagens que comprovariam a presença dos seus votos contrários, o que alteraria o resultado da votação.
O documento foi assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Jussara Lima (PSD-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Teresa Leitão (PT-PE), e dos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Damião Feliciano (União-PB), Átila Lira (PP-PI), Cleber Verde (MDB-MA), Orlando Silva (PCdoB-SP), Romero Rodrigues (Podemos-PB), Alencar Santana (PT-SP), Neto Carletto (PP-BA) e Rogério Correia (PT-MG). A veículos de imprensa, o senador Carlos Viana disse que espera que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-Amapá) receba todas as versões do que ocorreu na votação.