31 de julho de 2025
Memória

Jaqueta colocada no enterro de Dinho é encontrada intacta durante exumação dos Mamonas

Peça com símbolo da banda foi localizada sobre o caixão do vocalista e poderá integrar acervo de memorial

Por Redação
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A preservação da peça está relacionada ao material de fabricação. - Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Uma jaqueta colocada sobre o caixão do cantor Dinho foi localizada durante a exumação dos integrantes da Mamonas Assassinas, realizada na última segunda-feira (23), no Cemitério Primaveras, na Região Metropolitana de São Paulo. A peça foi encontrada preservada e traz o símbolo do grupo e a bandeira do Brasil.

O item havia sido colocado sobre o caixão do vocalista Dinho no dia do sepultamento. Segundo Jorge Santana, responsável pela marca do grupo, a jaqueta foi deixada por um integrante da equipe.

“O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas e não pela então namorada, a Valéria. Estava sobre o caixão, na parte de cima, e encontramos ela intacta mesmo”, afirmou.

A preservação da peça está relacionada ao material de fabricação. A jaqueta é feita de nylon, um tipo de plástico com decomposição lenta, que pode levar até 200 anos para se degradar em condições naturais.

Memorial ecológico

Os corpos dos integrantes da banda foram exumados quase 30 anos após o acidente aéreo que matou Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, ocorrido em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira, na capital paulista.

Parte das cinzas será utilizada no plantio de árvores em um espaço de visitação chamado Jardim BioParque Memorial Mamonas. A proposta é criar um memorial ecológico com cinco jacarandás, um para cada integrante do grupo.

“A ideia foi tirar da lógica de túmulo estático e transformar em um espaço de vida, encontro e homenagem permanente”, afirmou Jorge Santana.

Os túmulos originais serão mantidos e o novo espaço ficará localizado atrás da área atual de sepultamento. O memorial deverá contar com identificação das árvores e recursos digitais com conteúdos sobre a trajetória da banda.

Possível exposição

A família do cantor pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos, onde poderá integrar uma exposição permanente dedicada à história do grupo.

Além do memorial ecológico, os familiares estudam a criação de um museu com objetos e roupas usadas pelos músicos, além da ampliação de projetos sociais ligados ao nome da banda.

Na próxima segunda-feira (2), a TV Globo exibirá o documentário Mamonas – Eu Te Ai Lóve Iú, que revisita a trajetória da banda três décadas após a morte dos integrantes.