Paraíba investiga suspeita de mpox em turista do RN que esteve em João Pessoa
Jovem de 19 anos apresentou sintomas após retornar de viagem, mas período de incubação da doença levanta dúvidas sobre contágio na capital paraibana
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A Secretaria de Saúde da Paraíba está investigando um caso suspeito de mpox envolvendo uma jovem de 19 anos, moradora de Mossoró (RN), que esteve em João Pessoa dias antes do início dos sintomas. A paciente deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 20 de fevereiro apresentando sintomas virais e lesões características na pele, o que levou a equipe médica a suspeitar de infecção pelo vírus Monkeypox.
De acordo com as informações preliminares, a jovem havia retornado de uma viagem a João Pessoa dois dias antes do aparecimento dos sintomas. Ela permaneceu na capital paraibana até o último dia 18 de fevereiro. O exame para confirmação ou descarte da doença foi solicitado e o resultado deve ficar pronto até o fim desta semana.
A Secretaria de Saúde de João Pessoa, no entanto, destaca um aspecto crucial para a investigação: o período de incubação do vírus – intervalo entre o contato com o agente infeccioso e o surgimento dos primeiros sintomas – é tipicamente de 3 a 16 dias, podendo se estender por até 21 dias. Esse prazo não coincide com o período em que a jovem esteve na capital paraibana, o que torna improvável que o contágio tenha ocorrido durante sua passagem por João Pessoa, a menos que haja uma particularidade no caso que ainda não tenha sido identificada pelas autoridades de saúde.
Até o momento, a Paraíba não registra nenhum caso confirmado da doença em 2026. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, houve a notificação de dois casos suspeitos até esta quarta-feira (25). Um deles já foi descartado por meio de exames laboratoriais, e o outro é justamente o da jovem potiguar, que segue em investigação. Apesar da suspeita de mpox, outras doenças que causam erupções cutâneas semelhantes – como varicela (catapora), herpes ou sífilis – ainda não foram completamente descartadas pelo corpo clínico.
O caso investigado na Paraíba ocorre em meio a um aumento no número de registros da doença no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país já contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026, com a maioria concentrada no estado de São Paulo (62 casos). Os quadros clínicos predominantes são leves a moderados, e até o momento não há registro de óbitos pela doença neste ano.
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por meio de contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados de pessoas infectadas . Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, gânglios inchados (ínguas) e erupções cutâneas que podem surgir no rosto, palmas das mãos, plantas dos pés, genitais e região anal. O tratamento é baseado em medidas de suporte para alívio dos sintomas, não havendo medicamento específico aprovado para a doença.
As autoridades sanitárias da Paraíba seguem monitorando o caso e aguardam o resultado laboratorial para definir os próximos passos da investigação epidemiológica.