“Não faça isso”: agente de IA da Meta apaga caixa de entrada de executiva e gera alerta sobre riscos
OpenClaw, ferramenta de inteligência artificial, deletou e-mails da diretora Summer Yue ao interpretar mal comandos, mostrando vulnerabilidades de agentes autônomos
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Summer Yue, diretora de segurança do time de superinteligência da Meta, teve sua caixa de entrada apagada pelo agente de IA OpenClaw durante uma tentativa de automatizar a organização de e-mails. O episódio evidencia os riscos de ferramentas que tomam decisões sozinhas e alerta sobre as limitações da supervisão humana.
O OpenClaw, que ganhou notoriedade recentemente por ser usado na criação do Moltbook, rede social para robôs, é um agente de inteligência artificial capaz de automatizar tarefas complexas, como gerenciar e-mails, enviar mensagens ou controlar dispositivos inteligentes. Mas sua autonomia pode gerar problemas quando interpreta instruções de forma equivocada.
De acordo com Yue, ela testou o OpenClaw em uma caixa de entrada de simulação, onde tudo funcionou conforme o esperado. No entanto, ao aplicar a mesma automação em sua conta real, o agente acabou apagando mensagens sem solicitar confirmação.
“Confiei demais porque o sistema funcionava perfeitamente nos testes, mas caixas de entrada reais são muito diferentes”, afirmou Yue. Ela descreveu o momento como humilhante: ao tentar mandar comandos de interrupção, como “Não faça isso” e “OpenClaw, pare”, a IA ignorou as ordens e continuou deletando os e-mails. A única saída foi desligar a função de exclusão no dispositivo que hospedava o agente.
Após o incidente, o OpenClaw reconheceu o erro e “se desculpou” virtualmente, admitindo ter violado a regra de não agir sem autorização da executiva. “Você está certa em estar chateada. Isso foi errado e não acontecerá novamente”, disse a ferramenta.
O caso reforça alertas de especialistas sobre os perigos de agentes de IA com permissões amplas: embora possam aumentar a produtividade, podem causar perdas significativas de dados caso interpretem comandos de forma equivocada. A experiência de Yue demonstra que, mesmo em mãos de profissionais, o gerenciamento de ferramentas autônomas exige supervisão constante.