31 de julho de 2025
Caos na Saúde

Professor aguarda 21 dias por cirurgia de emergência e denuncia falha da saúde em Alagoas

Paciente está internado no Hospital Municipal de Viçosa desde 2 de fevereiro e denuncia ausência de especialista em cotovelo na rede pública, evidenciando falhas da gestão estadual na saúde

Por Redação
Publicado em
Professor aguarda 21 dias por cirurgia de emergência e denuncia falha da saúde em Alagoas - Foto: Cortesia

Um professor da rede estadual de Alagoas está há 21 dias à espera de uma cirurgia de emergência, após sofrer fratura exposta. Segundo ele, o procedimento ainda não foi realizado por falta de ortopedista na rede estadual e não há previsão de atendimento, expondo a deficiência na área da saúde do Governo de Alagoas. 

“No dia 02 de fevereiro sofri um acidente com fratura exposta. Desde então, passei por diferentes unidades de saúde entre Palmeira dos Índios (UPA e Hospital Santa Rita) e Arapiraca (Unidade de Emergência), que não conseguiram resolver minha situação, até chegar ao Hospital Municipal de Viçosa, onde sigo internado aguardando regulação para realização da cirurgia”, relatou o professor em postagem no Instagram.

Ele afirmou que a cirurgia depende da disponibilidade de um ortopedista especialista em cotovelo, profissional que não existe na rede pública estadual. “Fui informado de que estão buscando viabilizar o procedimento, pois não há especialista — ortopedista de cotovelo — disponível no momento e nem existe uma previsão.”

O professor destacou ainda o atendimento das equipes locais, mas criticou a instância responsável pela regulação do procedimento: “Compartilho este relato com respeito às equipes que me atenderam até aqui, especialmente às de Viçosa, que têm sido muito cuidadosas, e com a esperança de que a solução aconteça com a brevidade necessária.”

O caso ganha contornos de ironia política ao lembrar que, em outubro do ano passado, ele foi destaque em matéria da Agência Alagoas como exemplo de profissional formado na rede pública que voltou a lecionar na escola onde estudou — simbolizando a valorização da educação pública celebrada pelo governo. Meses depois, ele se vê à mercê da própria administração estadual, sem atendimento e sem previsão de cirurgia.

Ao final do relato, o professor citou a Constituição Federal: “A saúde é direito de todos e dever do Estado. Confio que as autoridades competentes encontrarão um encaminhamento adequado”. Até o momento, porém, não há previsão oficial para a realização da cirurgia.