31 de julho de 2025
mundo

Alpinista é condenado por morte de namorada em montanha na Áustria

Justiça austríaca entende que montanhista mais experiente assumiu papel de guia na escalada ao Grossglockner e agiu com negligência ao deixar companheira

Por Redação
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A acusação sustenta que ele deixou a namorada desprotegida e exausta durante a madrugada para buscar ajuda. - Foto: Divulgação

Mais de um ano após a morte de uma mulher de 33 anos durante uma escalada no Grossglockner, o namorado dela foi considerado culpado por homicídio culposo por negligência grave pela Justiça da Áustria.

Identificado pela imprensa local como Thomas P., ele recebeu pena de cinco meses de prisão em liberdade condicional e multa de 9.400 euros. A vítima, Kerstin G., morreu de hipotermia após enfrentar condições climáticas severas próximas ao cume da montanha, que tem 3.798 metros de altitude.

Segundo a promotoria, o réu, mais experiente em alta montanha, teria assumido o papel de guia da excursão e cometido uma série de falhas, como atraso na subida, falta de equipamento de emergência adequado e decisão de prosseguir mesmo diante de ventos fortes e temperaturas extremas.

A acusação sustenta que ele deixou a namorada desprotegida e exausta durante a madrugada para buscar ajuda, o que teria contribuído para a morte dela. Já a defesa afirma que o casal planejou a escalada em conjunto, que ambos tinham experiência e que a tragédia foi resultado de uma mudança repentina nas condições físicas da vítima.

O caso gerou amplo debate na Áustria e em comunidades de montanhismo internacionais sobre os limites entre a assunção de riscos em esportes de montanha e a responsabilidade criminal de quem lidera uma expedição.

O jornal austríaco Der Standard apontou que a condenação pode representar uma mudança de paradigma para a prática do alpinismo, ao reforçar a responsabilização de praticantes mais experientes por decisões tomadas em grupo.