31 de julho de 2025
decisão judicial

Hapvida é condenada a indenizar paciente em R$ 30 mil por demora que tornou lesão no joelho crônica

Justiça de Maceió entendeu que plano de saúde falhou ao não fornecer cirurgião na rede

Por Redação
Publicado em
Hapvida deve pagar indenização de R$ 30 mil à paciente - Foto: Assessoria

A operadora de saúde Hapvida foi condenada a pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais a uma paciente que teve uma lesão no joelho esquerdo cronificada devido à demora no tratamento. A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira (19), é da 3ª Vara Cível de Maceió.

De acordo com os autos, a mulher sofreu um acidente automobilístico em dezembro de 2023 e, após atendimento emergencial, foi orientada a buscar acompanhamento com ortopedista. Em fevereiro de 2024, um especialista da rede credenciada indicou cirurgia urgente para reparar uma lesão ligamentar. No entanto, a paciente não conseguiu agendar o procedimento porque a operadora alegou inexistir cirurgião de joelhos na rede.

Após reclamação na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), uma nova consulta foi marcada para abril, mas o médico não compareceu. Em maio, quando finalmente foi atendida, a paciente foi informada de que a lesão havia se tornado crônica devido à demora, com alta probabilidade de perda definitiva dos movimentos da perna esquerda. As sessões de fisioterapia só foram prescritas para julho.

Em sua defesa, a Hapvida negou nexo de causalidade e afirmou não ter dever de indenizar. O juiz José Cícero Alves da Silva, no entanto, considerou que a alegação de carência de especialistas não exclui a responsabilidade da operadora.

"É dever das operadoras manter uma rede credenciada apta a atender às necessidades dos beneficiários nos prazos definidos pela ANS", afirmou. O magistrado destacou a "falha grave" na prestação do serviço, que retirou da paciente a chance de uma recuperação digna e plena.