31 de julho de 2025
família Real

Ex-príncipe Andrew é liberado após prisão por suspeita de má conduta ligada a Epstein

Liberação ocorre em meio a pressão sobre a família real após revelações dos arquivos de Epstein

Por Redação
Publicado em
A prisão e as ligações com Epstein intensificaram a pressão sobre a família real britânica. - Foto: Divulgação

O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi solto nesta quinta-feira (19) após permanecer cerca de 11 horas detido no Reino Unido, acusado de má conduta no exercício de cargo público. A prisão ocorreu em meio a investigações sobre possíveis ligações do ex-príncipe com Jeffrey Epstein, financista norte-americano acusado de abuso sexual de menores.

Andrew foi fotografado ao sair da delegacia de Aylsham, em Norfolk, sentado no banco de trás de um carro, com as mãos cruzadas. Segundo a polícia, ele foi liberado enquanto as apurações continuam, incluindo buscas em dois endereços ligados a ele, em Berkshire e Norfolk.

A investigação britânica começou após suspeitas de que Andrew tenha enviado relatórios confidenciais a Epstein durante seu período como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. O ex-príncipe também enfrentou acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, testemunha central do caso Epstein, que morreu em abril de 2025.

Andrew nega todas as acusações, tanto as relacionadas à divulgação de informações confidenciais quanto à agressão sexual. Caso seja condenado por má conduta no exercício de cargo público, ele pode pegar prisão perpétua.

A prisão e as ligações com Epstein intensificaram a pressão sobre a família real britânica. Em outubro do ano passado, Andrew foi destituído de todos os títulos reais pelo rei Charles III e se mudou de Windsor para uma residência em Sandringham. O príncipe William e a princesa Kate declararam preocupação com os novos arquivos divulgados nos Estados Unidos, que mostram Andrew ao lado de uma mulher com o rosto censurado.

O rei Charles III afirmou que recebeu a notícia da prisão “com preocupação”, mas reforçou apoio à investigação, dizendo que “a lei precisa seguir seu curso”.