31 de julho de 2025
investigação

Família desaparecida no RS: Polícia confirma que sangue encontrado na casa de Silvana é humano

Silvana Germann sumiu após postar sobre acidente falso; pais dela foram procurá-la e nunca mais foram vistos

Por Redação
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Polícia Civil investiga o desaparecimento de três pessoas da mesma família - Foto: Divulgação/PCRS

A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira (18) que os vestígios de sangue encontrados dentro de um banheiro e nos fundos da casa de Silvana Germann de Aguiar, desaparecida há 25 dias, são de origem humana. O laudo pericial identificou duas amostras como sendo de sangue humano, aprofundando as suspeitas sobre o caso que também envolve o sumiço dos pais da mulher.

Silvana, de 48 anos, desapareceu no dia 24 de janeiro após publicar nas redes sociais que havia sofrido um acidente de trânsito no retorno de uma viagem a Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, ela chegou a agradecer por orações, mas depois disso o celular foi desligado e não houve mais contato. A Polícia Civil já confirmou que o acidente relatado por ela nunca aconteceu.

Preocupados, os pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar (69) e Dalmira Germann de Aguiar (70), foram alertados por vizinhos sobre as postagens e saíram para procurá-la no dia 25 de janeiro. Eles chegaram a ir até uma delegacia, mas encontraram a unidade fechada por ser domingo. Desde então, também não foram mais vistos. A família é proprietária de um mercadinho em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, que permanece fechado.

O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave dentro do imóvel. Imagens de câmeras de segurança registraram movimentações suspeitas na noite do desaparecimento: um carro vermelho chegou ao local por volta de 20h30 e saiu oito minutos depois; às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem; e às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por cerca de 12 minutos e foi embora. A polícia ainda não confirmou se era Silvana quem dirigia seu próprio carro nem identificou os motoristas dos outros veículos — há a hipótese de que os dois carros misteriosos sejam, na verdade, o mesmo.

Durante as investigações, peritos encontraram vestígios de sangue no banheiro e nos fundos da residência de Silvana, agora confirmados como humanos. Não havia sinais de luta corporal no local. Já na casa dos pais dela, foi localizado um projétil de festim, mas a polícia acredita que o objeto não esteja relacionado ao caso. O imóvel estava organizado e limpo.

Nesta quarta-feira, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que imagens de segurança registraram a presença de Cristiano Domingues Francisco na casa de Silvana três dias após o desaparecimento da família, em 28 de janeiro. O suspeito foi visto no local, e as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do sumiço dos três familiares.