Homem denuncia racismo no Carnaval do Distrito Federal: “Me chamou de macaco”
Durante a folia em Brasília, um folião afirma ter sido alvo de xingamentos racistas por parte de outra pessoa no bloco
Publicado em
Em plena tarde desta segunda-feira (16/2), no Bloco Concentra, Mas Não Sai, na Asa Norte, em Brasília (Distrito Federal), um homem identificado como Rodrigo Martins denunciou ter sido vítima de racismo durante o Carnaval. Segundo ele, a confusão começou quando pediu a uma mulher que não avançasse pelo grupo, já que o espaço era inviável para passagem.
Ainda de acordo com Rodrigo, a mulher teria reagido de forma agressiva, não apenas forçando passagem como também agredindo um idoso amigo do folião e, em seguida, proferindo xingamentos racistas. Ele relatou que a acusada o chamou de “macaco” e “bicho” na frente de familiares e amigos, e que a situação deixou inclusive sua filha pequena confusa com o significado das palavras.
A vítima contou ainda que a mulher chegou a afirmar ser policial federal, o que teria agravado a confusão. Após o episódio, que foi presenciado por outras pessoas no bloco, Rodrigo decidiu procurar a polícia. A ocorrência foi registrada na 5ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, e a Polícia Civil do DF foi acionada para esclarecer se a suspeita foi detida ou não.
Casos de racismo em eventos populares, sobretudo em festas como o Carnaval, que no Brasil celebra a diversidade cultural e a presença afro-brasileira, têm despertado debates sobre a necessidade de respeito e combate à discriminação. Recentemente, o Governo do Brasil intensificou campanhas educativas para promover um Carnaval livre de racismo e outras formas de violência, incentivando a denúncia e a conscientização durante a folia em todo o país.
A legislação brasileira criminaliza o racismo como crime inafiançável e imprescritível, e também trata a injúria racial com penas que incluem reclusão e multa, o que reforça a importância de que episódios como esse sejam registrados e apurados pelas autoridades competentes.