Carnaval 2026: saiba como se proteger de golpes e crimes virtuais na folia
Especialista alerta para riscos como invasões de redes sociais, golpes em aplicativos de relacionamento e uso indevido de imagem com inteligência artificial
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A exposição nas redes sociais durante o carnaval pode trazer riscos que vão além da festa. A advogada Maria Eduarda Amaral, especialista em Direito Digital e Propriedade Intelectual, ouvida pela Agência Brasil, orienta foliões sobre cuidados essenciais para evitar crimes digitais neste período de maior movimentação online.
“Qualquer conteúdo postado na internet está sujeito a manipulações e usos indevidos”, alerta.
Redes sociais: menos exposição, mais segurança
Entre as principais recomendações estão:
- Não publicar localização em tempo real;
- Evitar mostrar símbolos que identifiquem rotina, trabalho ou faculdade;
- Não aceitar desconhecidos nas redes;
- Redobrar o cuidado ao usar wi-fi público.
Segundo a especialista, criminosos observam postagens para identificar momentos de vulnerabilidade, especialmente quando a pessoa está distraída em festas.
Invasões e golpes financeiros
Um dos casos mais frequentes no período é a invasão de redes sociais após o uso de conexões inseguras ou o clique em links suspeitos. A partir disso, podem ocorrer:
- Transferências indevidas;
- Empréstimos e cartões solicitados sem autorização;
- Aplicação de golpes em nome da vítima.
Deepfakes e uso indevido de imagem
O carnaval também amplia o risco de criação de imagens falsas com inteligência artificial, conhecidas como deepfakes. Fantasias e adereços facilitam manipulações que podem gerar conteúdos íntimos falsos.
Nesses casos, pode haver responsabilização criminal de quem produziu o material e responsabilidade civil da plataforma que permitiu a divulgação.
Aplicativos de relacionamento exigem cautela
Aplicativos como Tinder, Happn e Inner Circle também podem ser utilizados por golpistas.
A orientação é:
- Conferir redes sociais da pessoa;
- Pesquisar informações básicas;
- Fazer videochamada com atenção;
- Exigir encontro em local público;
- Nunca enviar fotos íntimas.
Prints fazem toda a diferença
Guardar capturas de tela de conversas, perfis e números de telefone é essencial. Golpistas costumam apagar rastros após a fraude, dificultando investigações.
Além da responsabilização criminal dos autores, plataformas e instituições financeiras podem responder civilmente, dependendo do caso.