31 de julho de 2025
Veha dicas

Carnaval 2026: saiba como se proteger de golpes e crimes virtuais na folia

Especialista alerta para riscos como invasões de redes sociais, golpes em aplicativos de relacionamento e uso indevido de imagem com inteligência artificial

Por Reprodução
Publicado em
Carnaval 2026: saiba como se proteger de golpes e crimes virtuais na folia - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A exposição nas redes sociais durante o carnaval pode trazer riscos que vão além da festa. A advogada Maria Eduarda Amaral, especialista em Direito Digital e Propriedade Intelectual, ouvida pela Agência Brasil, orienta foliões sobre cuidados essenciais para evitar crimes digitais neste período de maior movimentação online.

“Qualquer conteúdo postado na internet está sujeito a manipulações e usos indevidos”, alerta.

Redes sociais: menos exposição, mais segurança

Entre as principais recomendações estão:

  • Não publicar localização em tempo real;
  • Evitar mostrar símbolos que identifiquem rotina, trabalho ou faculdade;
  • Não aceitar desconhecidos nas redes;
  • Redobrar o cuidado ao usar wi-fi público.

Segundo a especialista, criminosos observam postagens para identificar momentos de vulnerabilidade, especialmente quando a pessoa está distraída em festas.

Invasões e golpes financeiros

Um dos casos mais frequentes no período é a invasão de redes sociais após o uso de conexões inseguras ou o clique em links suspeitos. A partir disso, podem ocorrer:

  • Transferências indevidas;
  • Empréstimos e cartões solicitados sem autorização;
  • Aplicação de golpes em nome da vítima.

Deepfakes e uso indevido de imagem 

O carnaval também amplia o risco de criação de imagens falsas com inteligência artificial, conhecidas como deepfakes. Fantasias e adereços facilitam manipulações que podem gerar conteúdos íntimos falsos.

Nesses casos, pode haver responsabilização criminal de quem produziu o material e responsabilidade civil da plataforma que permitiu a divulgação.

Aplicativos de relacionamento exigem cautela

Aplicativos como Tinder, Happn e Inner Circle também podem ser utilizados por golpistas.

A orientação é:

  • Conferir redes sociais da pessoa;
  • Pesquisar informações básicas;
  • Fazer videochamada com atenção;
  • Exigir encontro em local público;
  • Nunca enviar fotos íntimas.

Prints fazem toda a diferença 

Guardar capturas de tela de conversas, perfis e números de telefone é essencial. Golpistas costumam apagar rastros após a fraude, dificultando investigações.

Além da responsabilização criminal dos autores, plataformas e instituições financeiras podem responder civilmente, dependendo do caso.