31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Justiça manda influenciadora apagar acusações contra Izabel Goulart sobre caso Epstein

Decisão dá duas horas para remoção de publicações e proíbe novas menções à modelo; descumprimento pode levar à exclusão de perfil

Por Redação
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Justiça manda influenciadora apagar acusações contra Izabel Goulart sobre caso Epstein - Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira (13) que a jornalista e influenciadora Patrícia Lélis exclua de suas redes sociais publicações em que acusa a modelo Izabel Goulart de envolvimento com o esquema do financista americano Jeffrey Epstein.

A decisão liminar estabelece prazo de duas horas para a retirada do conteúdo, sob pena de exclusão do perfil no Instagram. A influenciadora também está proibida de realizar novas postagens que façam menções diretas ou indiretas à modelo, que a acusa de calúnia, injúria e difamação.

Fundamentação da decisão

A juíza Marcela Raia de Sant’Anna, da 12ª Vara Criminal, apontou “reiteradas investidas contra a honra” da modelo sem apresentação de provas que sustentem as acusações.

Segundo a magistrada, as publicações têm potencial de causar danos irreparáveis à carreira de Izabel Goulart, cuja atividade profissional depende diretamente da imagem e da reputação.

“A manutenção das publicações na internet, cujo alcance é massivo e de difícil controle, perpetua o dano e amplia o potencial de prejuízos materiais e morais”, diz trecho da decisão. A juíza também ressaltou que a liberdade de expressão não é absoluta e encontra limites nos direitos à honra, à imagem e à dignidade da pessoa humana.

Origem da polêmica

O caso ganhou repercussão após a divulgação de arquivos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados a Epstein. Em uma troca de e-mails tornada pública, o nome de Izabel Goulart aparece em menção a uma suposta hospedagem em um imóvel ligado ao empresário, informação que é negada pela defesa da modelo.

Em nota assinada pelo advogado Daniel Bialski, a defesa afirma que Izabel “jamais esteve ou se hospedou em um apartamento de Epstein” e que desconhece os fatos mencionados. O texto acrescenta que, quando se mudou para Nova York, a modelo dividiu apartamento cedido por sua agência — prática comum em contratos internacionais.

O advogado informou que poderá pedir medidas adicionais, incluindo a remoção de perfis e eventual prisão da influenciadora, caso o conteúdo não seja retirado.

Até a última atualização, a defesa de Patrícia Lélis não havia se manifestado.