Sem Sim, É Não: A Delegada que faz o carnaval respeitar limites
Dra. Karen Langkammer une autoridade e Carnaval para mostrar que diversão nunca pode ser desculpa para desrespeito
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O Carnaval é feito de risos soltos, música alta e encontros inesperados entre pessoas que mal se conhecem. Mas para Dra. Karen Langkammer, diretora da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM), a festa não pode ser desculpa para invasão de limites. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela reforça uma mensagem clara e direta: “Sem sim, é não”.
Com voz firme e postura que impõe respeito, Dra. Karen explica que flertar, brincar e se aproximar de alguém durante a folia é legítimo, desde que exista uma resposta clara do outro lado. “O silêncio não é um convite. Estar junto, puxar conversa, flertar, brincar ou até convidar para beijar só é legítimo quando existe um ‘sim’ explícito”, alerta. Segundo ela, puxar alguém pelo braço, insistir após um recuo ou se aproveitar de quem está visivelmente alterado não faz parte da festa.
A delegada transforma seu discurso sério em mensagem acessível e impactante, mostrando que autoridade e Carnaval podem andar juntos. “O Carnaval não suspende limites. A alegria não autoriza invasão. Sentiu que algo saiu do limite? Já é motivo suficiente. O não é não, mas o sim precisa ser claro”, reforça.
Para garantir segurança, Dra. Karen orienta os foliões a procurar alguém de confiança, como um segurança ou brigadista, em caso de desconforto. Em risco imediato, é preciso ligar para 190. Para orientação e acolhimento, o contato é 180, e para denúncias específicas, o número é 197. A delegada reforça que cuidar de si também é saber colocar limites e que respeitar a palavra mais simples de todas, NÃO, é cuidar do outro.
O vídeo que circula nas redes sociais e reforça essa mensagem pode ser conferido no Instagram oficial da delegada: @delegadakarendf. Mais do que uma campanha educativa, ele se tornou um verdadeiro manifesto: respeito não estraga a festa, ele garante que ela continue até o final. Ao unir autoridade policial, comunicação clara e presença midiática, a delegada transforma um alerta sério em mensagem de conscientização para todos os foliões. A alegria do Carnaval continua, mas o respeito é a regra que não muda jamais.