31 de julho de 2025
confissão

Homem espanca jovem no elevador, confirma histórico de violência e culpa vítimas: "Resposta à altura"

Jonas de Oliveira, 32, foi preso em SP após agressões filmadas; ele já respondia por medida protetiva e confessou outros ataques a mulheres

Por Redação
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Jonas de Oliveira, de 32 anos, foi preso após agredir mulher em São Vicente - Foto: Reprodução

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que Jonas de Oliveira, de 32 anos, agride brutalmente a própria companheira, de 26, dentro do elevador do prédio onde ele mora, em São Vicente, no litoral paulista. As cenas mostram o homem puxando a jovem pelos cabelos e aplicando um golpe de mata-leão, em um ataque que durou segundos, mas cuja repercussão escancarou um histórico de violência que vinha sendo ignorado pela Justiça.

O caso ocorreu no sábado (7), quando a vítima foi até o imóvel buscar pertences pessoais. Ela tinha uma medida protetiva contra Jonas desde janeiro, concedida após ela registrar boletim de ocorrência em dezembro de 2025. Na ocasião, a jovem já havia relatado agressões em uma balada e dentro do apartamento do agressor, incluindo tapas, mordidas no rosto e ameaça de morte com uma faca. Apesar do histórico e da ordem judicial, Jonas só foi preso na última terça-feira (10), depois que o vídeo da agressão no elevador viralizou nas redes sociais.

Ao ser detido, Jonas negou as agressões flagradas, alegando que apenas empurrou a mulher para recuperar o próprio celular. Mas, em seguida, fez uma revelação estarrecedora: confessou à polícia ter comportamento agressivo recorrente com mulheres e admitiu um episódio anterior, em janeiro deste ano, quando agrediu outra vítima — uma garota de programa — com golpes de capacete no bairro Marapé, em Santos. Para justificar a violência, disse agir por ciúmes e afirmou que se sente "obrigado a dar uma resposta à altura" diante das atitudes das mulheres.

A versão do agressor contrasta com o depoimento da jovem e com as provas colhidas. Vizinhos do prédio em São Vicente relataram ouvir gritos e discussões frequentes vindos do apartamento de Jonas, o que reforça um padrão de abuso que vinha sendo normalizado no entorno. A defesa da vítima, assim como coletivos de mulheres, cobra agora uma investigação rigorosa sobre a demora no cumprimento da medida protetiva, que não impediu novas agressões.

Jonas permanece preso e à disposição da Justiça.