Motta defende fim da escala 6×1 e afirma que debate “já começa tarde” no Brasil
Presidente da Câmara envia PEC à CCJ e diz que país está pronto para discutir mudança na jornada de trabalho
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta segunda-feira (9) que o debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso — chega com atraso ao Congresso Nacional. A fala foi feita no plenário, durante defesa das propostas que tratam da alteração na jornada.
Segundo o parlamentar, a discussão é necessária e deve ser conduzida com responsabilidade. “Essa é uma discussão que já começa tarde”, afirmou, acrescentando que mudanças estruturais exigem diálogo e equilíbrio. Ele também destacou que grandes transformações começam com iniciativas graduais, sinalizando que o tema pode representar um novo marco nas relações de trabalho no país.
Na manhã desta segunda, Motta determinou o envio à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Proposta de Emenda à Constituição apresentada em 2024 pela deputada Erika Hilton (PSol-SP). O encaminhamento marca o início formal da tramitação da matéria na Casa. De acordo com o presidente da Câmara, o texto será analisado em conjunto com outra proposta semelhante, apresentada anteriormente pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Durante o discurso, Motta comparou a resistência enfrentada pela proposta às críticas feitas em momentos históricos de transformação social no Brasil. Ele reconheceu que o tema pode gerar divergências, mas reiterou que a Casa Legislativa tratará o assunto com responsabilidade.
“Estarei como presidente da Câmara pautando a emenda constitucional para colocar fim à escala seis por um”, afirmou. Para o parlamentar, o país vive um momento de maturidade para discutir mudanças no modelo de jornada de trabalho atualmente adotado.