31 de julho de 2025
Investigação policial

Piloto preso em Congonhas levava crianças a motéis usando documentos falsos, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, suspeito chefiava rede de exploração sexual infantil e usava RGs de adultos para acessar estabelecimentos

Por Redação
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Suspeito cometia abusos sexuais contra as crianças sempre que tinha contato com elas. - Foto: Divulgação

A Polícia Civil informou que o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, utilizava documentos falsos para levar crianças a motéis. De acordo com a investigação, os RGs apresentados pertenciam a adultos e não às vítimas.

A informação foi confirmada pela delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso. Segundo ela, a investigação aponta que o piloto é o principal articulador de uma rede de exploração sexual infantil.

“Tudo indica que ele é o líder dessa rede de exploração de pornografia infantil”, afirmou a delegada.

Conforme as apurações, além de chefiar o esquema, o suspeito cometia abusos sexuais contra as crianças sempre que tinha contato com elas. Uma das vítimas, segundo a polícia, sofreu agressões recentes em um motel.

Entre as vítimas identificadas estão três irmãs. A avó das crianças foi presa temporariamente. Ainda segundo a investigação, uma das meninas passou a ser abusada ainda na infância e outra vítima completou 18 anos recentemente.

Sérgio foi preso na manhã desta segunda-feira (9), já dentro da cabine da aeronave que faria o voo de São Paulo para o Rio de Janeiro. A ação faz parte da operação Apertem os Cintos, que apura crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A Polícia Civil cumpriu ainda oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana. Segundo os investigadores, há indícios de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada.

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna, afirmou estar à disposição das autoridades e repudiou qualquer prática criminosa. A Aena, concessionária do aeroporto, informou que não houve impacto nas operações do Aeroporto de Congonhas.