31 de julho de 2025
gestos racistas

Após mandado de prisão por injúria racial, influenciadora argentina afirma estar 'morrendo de medo'

Em vídeo, Agostina Páez, que é ré por gestos racistas em Ipanema, afirma ter direitos violados e pede para não ser usada "como exemplo"

Por Redação
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A advogada e influenciadora digital argentina Agostina Páez declarou estar "morrendo de medo" e "desesperada" após a Justiça do Rio de Janeiro decretar sua prisão preventiva. Ela é ré em um processo por injúria racial e por supostamente fazer gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A declaração foi feita em um vídeo publicado em suas redes sociais, onde ela pediu que sua situação ganhasse repercussão.

"Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão", afirmou Agostina, que também pediu para não ser usada "como exemplo" e disse precisar de ajuda. Ela alegou que seus direitos estão sendo violados e expressou temor de ser ainda mais prejudicada por se manifestar publicamente.

A prisão preventiva foi decretada pela 37ª Vara Criminal do Rio, que aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A decisão judicial citou o risco de fuga e o comportamento reiterado da advogada, que, segundo os promotores, continuou com as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta era crime no Brasil.

O caso ocorreu em 14 de janeiro. De acordo com a denúncia, Agostina se referiu a um funcionário do bar de forma pejorativa usando o termo "negro" e, ao sair, usou a palavra "mono" (que significa macaco em espanhol) enquanto imitava gestos do animal. A promotoria afirma que ela ainda teria repetido ofensas como "negros de m..." e "monos". As imagens, que viralizaram, deram início à investigação policial. Agostina nega as acusações e defende que os gestos eram uma "brincadeira" com amigas.

No vídeo, ela evitou falar sobre os fatos específicos: "Sobre os fatos, não posso falar; só espero que tudo se esclareça e se resolva como deve ser". Contudo, em um story, ela afirmou que existem outros vídeos do ocorrido e espera que sejam considerados, mencionando brevemente "estelionato, fraudes, assédio, perseguição" sem dar detalhes.

Anteriormente, a Justiça havia determinado o uso de tornozeleira eletrônica. Agostina afirmou que está com o dispositivo e "à disposição da Justiça", questionando o mandado de prisão por risco de fuga. Seu advogado, Sebastian Robles, disse ao g1 que ela cumprirá todas as medidas determinadas pelo sistema judiciário, "como vem fazendo desde o início". Até a última atualização, não havia informações sobre sua prisão efetiva ou entrega às autoridades.