Pai de garçonete assassinada em Maceió revela que filha perdeu bebê após agressão do ex-companheiro
Em depoimento à polícia, pai detalha relacionamento marcado por violência e faz alerta sobre drogas e violência doméstica
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O pai de Lannya, a garçonete de 24 anos assassinada no bairro Benedito Bentes, em Maceió, prestou um depoimento emocionado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele revelou que a filha perdeu um bebê no ano passado após ser agredida pelo ex-companheiro, apontado como principal suspeito do crime. O relato detalha um relacionamento de cerca de um ano e quatro meses, marcado por violência, ameaças e controle.
Segundo o pai, que sempre foi contra a união, o relacionamento foi tumultuado desde o início. A jovem chegou a se mudar com o suspeito para Recife (PE), mas foi resgatada pela família uma semana depois. De volta a Alagoas, ela voltou a morar com o rapaz e engravidou. No segundo mês de gestação, durante uma discussão motivada pela decisão de Lannya de voltar para a casa dos pais, ela foi agredida e sofreu o aborto.
Após este episódio, a família registrou uma ocorrência na Central de Flagrantes e obteve uma medida protetiva contra o agressor. No entanto, quando a polícia foi cumpri-la, o suspeito já havia fugido. O pai relatou que, mesmo após a violência, Lannya reatou o contato com o ex-companheiro algum tempo depois. Ele também afirmou que tanto a filha quanto o suspeito faziam uso de drogas, e que o homem supostamente tinha ligações com o tráfico.
Em um apelo direto a outros pais, o homem fez um alerta sobre a importância da vigilância e do diálogo familiar. “Cobre mais dos filhos, dê uma atenção maior. Observe as amizades, acompanhe em eventos, esteja presente”, disse. Ele culpou o mundo das drogas pela tragédia e revelou ter recebido mensagens sobre o histórico violento do suspeito, incluindo relatos de assaltos e agressões a outras mulheres.
Determinado, o pai afirmou que não descansará até ver justiça feita. “Eu não vou parar. Vou mover os céus e montanhas. Nada vai trazer minha filha de volta, mas a justiça pode evitar que outras famílias passem pelo que a nossa está passando. A justiça sendo feita alivia”, declarou.