31 de julho de 2025
Segurança pública

Polícia frustra plano de ataques com explosivos em Brasília, Rio e São Paulo

Grupo investigado planejava atos antidemocráticos com bombas caseiras; três pessoas foram presas no Rio de Janeiro

Por Redação
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Os suspeitos são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários. - Foto: PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro impediu um plano de ataques com uso de explosivos improvisados que teriam como alvo Brasília (DF), Rio de Janeiro e São Paulo (SP). A ação ocorreu nesta segunda-feira (2), durante a Operação Break Chain, deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que resultou na prisão de três pessoas.

Segundo as investigações, o grupo se autodenominava “Geração Z” e organizava manifestações antidemocráticas com emprego de bombas caseiras e coquetéis molotov. No Rio, um dos alvos seria a área em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), no Centro da cidade, onde os atos estavam previstos para ocorrer na tarde desta segunda.

A apuração teve início após a polícia identificar grupos de mensagens e perfis em redes sociais criados para coordenar protestos simultâneos em diferentes estados. O material analisado revelou a circulação de instruções para fabricação de artefatos incendiários, incluindo dispositivos com pregos e bolas de gude, além de estímulo a ataques contra prédios públicos, estruturas de telecomunicações, autoridades e centros políticos.

Inicialmente, a operação previa medidas contra quatro investigados, mas o avanço das diligências levou à identificação de outros 13 envolvidos, com a expedição de novos mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça. As ordens foram cumpridas em endereços na capital fluminense, na Região Metropolitana e no interior do estado.

Os suspeitos são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários. De acordo com a Polícia Civil, as ações planejadas tinham potencial para causar pânico, desordem e risco à população. As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos.