31 de julho de 2025
mato grosso

Saiba quem é o policial civil preso por estupro de mulher presa dentro de delegacia

Investigador de 52 anos, com salário de R$ 22 mil, é acusado de cometer o crime na própria unidade; após prisão, surgiram novas denúncias

Por Redação
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Manoel Batista da Silva é investigador e atua na Polícia Judiciária Civil (PJC) desde 2001 - Foto: Reprodução/Redes sociais

Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi preso preventivamente neste domingo (1º/2) acusado de estuprar uma mulher que estava sob custódia dentro da própria delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá. O caso veio à tona após a vítima, uma presa, denunciar a violência sexual.

A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, Adolescente e Criança (Namac). O laudo pericial, concluído na sexta-feira (30), foi decisivo: o material genético coletado da vítima apresentou compatibilidade com o DNA do policial. “Um deles testou positivo. O resultado foi que ele era contribuinte”, afirmou a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal.

Com base na prova, a Polícia Civil pediu e obteve da Justiça a prisão preventiva do investigador e um mandado de busca e apreensão. A ordem foi cumprida por equipes da própria corporação na casa de Manoel Batista, no bairro Jardim Aurora, onde também foram recolhidos sua arma, munições e algemas. O policial, que atua na instituição desde 2001 e recebe cerca de R$ 22 mil de salário, foi encaminhado à unidade policial e aguarda audiência de custódia.

Após a prisão do investigador, novas denúncias de violência sexual começaram a surgir, segundo informações da polícia. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os autos para tomar as medidas administrativas cabíveis.

Em nota, a instituição afirmou não tolerar desvios de conduta e que crimes praticados por servidores serão apurados com rigor. A delegada responsável reforçou: “É muito triste para nós enquanto instituição. Sabemos que isso mancha a imagem da nossa polícia. Mas ninguém vai passar pano. Qualquer conduta ilegal será investigada e, constatados os fatos, vamos cortar o mal pela raiz”. A Polícia Civil destacou seu compromisso com a legalidade e o respeito aos direitos das pessoas sob sua custódia.