31 de julho de 2025
MUNDO

Costa Rica elege Laura Fernández, candidata de direita que promete continuidade de governo popular

Protegida do presidente atual, Fernández venceu no primeiro turno com promessa de dar seguimento a políticas rigorosas de segurança e discurso antiestablishment

Por Redação
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A candidata presidencial de direita da Costa Rica, Laura Fernández - Foto: Manuel Arnoldo Robert Batalla/Getty Images

A Costa Rica elegeu neste domingo (1°) sua nova presidente: a candidata de direita Laura Fernández, que obteve uma vitória expressiva no primeiro turno. Com quase metade dos votos apurados, ela superou a marca necessária de 40% para evitar um segundo turno. Ex-chefe de gabinete e protegida do popular presidente Rodrigo Chávez, Fernández prometeu dar continuidade às suas políticas de segurança rigorosas e ao seu discurso populista e antiestablishment.

Em seu discurso de vitória, Fernández declarou o fim da "segunda república" do país, iniciada em 1948, e anunciou o início de uma nova era. "A mudança será profunda e irreversível... Cabe a nós construir a terceira república", afirmou para apoiadores em San José. Embora a reeleição consecutiva seja proibida, ela prometeu incluir Chávez em seu governo, capitalizando sua alta aprovação popular (58%).

A vitória de Fernández reflete uma tendência regional de avanço de candidatos de direita na América Latina, observada recentemente no Chile, Equador e Honduras. Seu principal rival, o economista centrista Álvaro Ramos, obteve cerca de um terço dos votos e se comprometeu a apoiar medidas que beneficiem o país.

O partido de Fernández, o Partido Soberano do Povo, deve conquistar a maioria das cadeiras no Congresso (de 57 assentos), saltando das atuais 8 para cerca de 30, embora não alcance uma supermaioria que lhe daria poderes absolutos.

criminalidade foi o tema central da eleição. Durante o governo Chávez, os homicídios atingiram um recorde histórico, alimentando o medo da população. Fernández soube canalizar essa ansiedade, prometendo manter e intensificar as políticas de segurança duras de seu mentor, que foram a base de sua popularidade apesar dos números negativos.

Eleitores como Gabriela Segura, de 25 anos, expressaram esse temor: "Dá para ver o aumento dos assassinatos, dos feminicídios, e como mulher, tenho muito mais medo de sair na rua do que antes".

Especialistas apontam que a vitória de Fernández consolida um realinhamento político no país, com eleitores tradicionais de centro migrando para sua plataforma. "A Costa Rica, assim como o resto da região, queria um discurso forte em relação à segurança, e Fernández tinha essa retórica", analisa Maria Fernanda Bozmoski, do Atlantic Council. A eleição sinaliza um forte endosso popular ao caminho traçado por Chávez, que agora será conduzido por sua principal aliada.

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